‘Vorcaro tentou montar uma grande blindagem no STF’, diz Lindbergh (vídeo)

 

‘Vorcaro tentou montar uma grande blindagem no STF’, diz Lindbergh (vídeo)

Deputado cobrou investigação após novas revelações da relação entre ministros da Corte e o dono do Banco Master

Leonardo Lucena

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 16:44

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu nesta sexta-feira (4) a integridade das investigações sobre a relação entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras. Em postagem na rede social X, o parlamentar sugeriu que, para evitar punição, o ex-banqueiro tentou obter uma “grande blindagem” na relação com magistrados do STF.

“Todo mundo que estiver envolvido, seja ministro supremo, seja deputado, seja senador, tem que pagar, tem que responder. Não podemos passar pano para ninguém”, afirmou Lindbergh. “Essa investigação tem que ir até o fim. Não vamos proteger ninguém, nem ministro Supremo.”

O parlamentar aproveitou para demonstrar apoio ao governo Lula (PT) na atuação para o combate ao crime organizado no Brasil. O deputado também citou o trabalho desenvolvido por Fernando Haddad no Ministério da Fazenda – ele deixou a pasta para disputar o governo do estado de São Paulo este ano. 

“Se Vorcaro está preso, é porque houve uma decisão de governo, de fazer uma investigação para valer”, seguiu Lindbergh. “Se fosse o governo do Bolsonaro, o Vorcaro não estaria preso.

Clima quente no STF

Nesta semana, o ministro André Mendonça, do STF, divulgou material da PF sobre mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O magistrado não responde formalmente como investigado.

Entre os pontos de maior destaque está o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, pertencente a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF. Metadados de uma minuta encontrada no celular de Vorcaro indicam que um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” fez alteração no documento.

Outro elemento revelado diz respeito a cartões de crédito do Banco Master emitidos para filhos de Moraes, com limites de até R$ 300 mil. Segundo as mensagens, a solicitação partiu do administrador do escritório Barci de Moraes e foi encaminhada diretamente a Vorcaro, que autorizou o pedido. O escritório confirmou a emissão dos cartões, mas afirmou que eles nunca foram usados.

Após a decisão de Mendonça sobre o material produzido por policiais federais, o ministro Alexandre de Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios da PF que teriam apontado “fortes indícios” de irregularidades atribuídas ao colega Corte na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Moraes tomou a decisão nesta quinta-feira (3), no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. O ministro também retirou o sigilo da decisão e dos documentos citados, além de determinar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tome ciência do caso.

Após a iniciativa relacionada à investigação de esquemas de notícias falsas, Mendonça encaminhou a Fachin um pedido de afastamento de Moraes em meio às repercussões do caso Master.

O presidente do STF, Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (3) que Moraes e Mendonça prestem, no prazo de cinco dias úteis, esclarecimentos por escrito sobre fatos relacionados à Petição 16.662, referente à retirada do sigilo do material enviado pela PF.

O presidente do STF, Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (3) que Moraes e Mendonça prestem, no prazo de cinco dias úteis, esclarecimentos por escrito sobre fatos relacionados à Petição 16.662, referente à retirada do sigilo do material enviado pela PF.

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