“Liberei mais uma hoje”
Flávio Bolsonaro pediu a saída de Alexandre de Moraes do STF devido às mensagens em que Daniel Vorcaro trata o ministro como seu advogado particular.
Porém, questionado sobre o fato de ele ter mentido mais uma vez sobre milhões que recebeu do banqueiro, o senador fez a egípcia e terceirizou a resposta.
Flávio Bolsonaro quer ser presidente, mas insiste em esconder quanto recebeu do banqueiro para, supostamente, financiar Dark Horse, a cinebiografia chapa-branca de Jair Bolsonaro. Reportagem de Breno Pires na revista piauí mostra que o senador mentiu ao afirmar que o último pagamento ocorrera em maio de 2025.
Relatório do Coaf registra uma transferência de US$ 1,66 milhão em setembro, após Flávio cobrar parcelas atrasadas. Em outubro, questionado sobre novos repasses, Vorcaro respondeu: “Liberei mais uma hoje”. O acordo previa US$ 24 milhões, mais de R$ 130 milhões — coincidentemente, valor parecido com o contrato da esposa de Moraes com o Master.
Entre o que Flávio admitiu, o que foi comprovado, o que as mensagens indicam e o total prometido, há um buraco de dezenas de milhões preenchido com bravatas, desculpas e silêncio.
Os eleitores têm o direito de saber quantos milhões um candidato à Presidência pediu ao homem no centro de um dos maiores escândalos financeiros do país — e de onde vieram esses recursos. O império do Master se alimentou de operações com instituições públicas e tungou aposentadorias de servidores. Ou seja, grana privada não é.
A PF investiga ainda se parte do dinheiro bancou Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra interesses brasileiros. Antes de pedir para governar o país, Flávio precisa mostrar para onde foram seus milhões. Seu silêncio pode não proteger apenas um filme ruim, mas uma traição à pátria.
Entre o que Flávio admitiu, o que foi comprovado, o que as mensagens indicam e o total prometido, há um buraco de dezenas de milhões preenchido com bravatas, desculpas e silêncio.
Os eleitores têm o direito de saber quantos milhões um candidato à Presidência pediu ao homem no centro de um dos maiores escândalos financeiros do país — e de onde vieram esses recursos. O império do Master se alimentou de operações com instituições públicas e tungou aposentadorias de servidores. Ou seja, grana privada não é.
A PF investiga ainda se parte do dinheiro bancou Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra interesses brasileiros. Antes de pedir para governar o país, Flávio precisa mostrar para onde foram seus milhões. Seu silêncio pode não proteger apenas um filme ruim, mas uma traição à pátria.