André Mendonça expôs as conversas promíscuas de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, mas esqueceu de contar que também recebeu o banqueiro fora do STF para tratar de interesses do Banco Master.
André Mendonça expôs as conversas promíscuas de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, mas esqueceu de contar que também recebeu o banqueiro fora do STF para tratar de interesses do Banco Master.
A reunião ocorreu em março de 2025, no Instituto ITER, fundado pelo próprio ministro, em São Paulo.
Mendonça diz que apenas ouviu Vorcaro, numa justificativa digna de Bill Clinton: fumou, mas não tragou.
A fumaça, contudo, é densa. Mensagens reveladas por Paulo Motoryn, no ICL Notícias, mostram que o encontro foi costurado pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado Cezinha de Madureira (PL).
Ciro chamava o banqueiro de “Vorcarinho”, dizia estar “trabalhando” por ele e contou ter levado Mendonça a uma alfaiataria por ele. Também afirmou que o ministro queria receber Vorcaro e conhecia toda a situação do banco. Após o vazamento, Mendonça admitiu a reunião e alegou que discutiram precatórios.
Dizer que apenas emprestou os ouvidos não basta.
O ministro mandou a PF produzir um dossiê sobre Moraes, com mensagens em que Vorcaro trata o ministro como lobista e advogado particular. A PGR apontou atropelo das regras e nulidade.
Ironicamente, Mendonça, que se beneficiou de vazamentos, agora foi atingido por eles.
Se até o acusador vier a aparecer na Vorcarosfera, Augusto Cury agradece.
Ele confirmou a subida e aparece também com 10% na Quaest.
Na alfaiataria do poder, banqueiros e togas dividem o provador.
Falta descobrir quem paga os ternos.