Augusto Cury saltou de 2% para 11% nas intenções de voto em uma semana, segundo BTG/Nexus, enquanto Lula oscilou de 41% para 39% e Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 33%. Na espontânea, Cury foi de menos de 1% para 8%.

 

Augusto Cury saltou de 2% para 11% nas intenções de voto em uma semana, segundo BTG/Nexus, enquanto Lula oscilou de 41% para 39% e Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 33%. Na espontânea, Cury foi de menos de 1% para 8%. 

O avanço veio acompanhado de uma enxurrada de vídeos nas redes no estilo dos seguidores de Pablo Marçal, seu apoiador declarado, levantando suspeitas de impulsionamento não-orgânico e ilegal entre os adversários.

Cury chega a 22% entre jovens de 16 a 24 anos, faixa em que Renan Santos caiu de 10% para 7%, e marca 19% entre os não-polarizados e também entre os anti-Lula e anti-Bolsonaro. 

Seu eleitorado, porém, é um pouco mais bolsonarista: reúne 13% dos que votaram em Jair Bolsonaro em 2022 e 7% dos que escolheram Lula.

Se os números se sustentarem, Cury toma de Renan o posto de novidade da eleição e confirma que propostas e conhecimento do país podem pesar menos que a capacidade de sequestrar a atenção das telas.

Se Marçal pretende usar Cury como escala de
votos no primeiro turno antes do destino final em Flávio Bolsonaro, vale lembrar: eleitor não é encomenda com endereço de entrega. 

E Cury deveria observar o destino do próprio aliado, tornado inelegível por abuso de poder econômico na produção dos vídeos que o catapultaram nas redes.

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Jorge Messias