Lula diz que aliados de Flávio Bolsonaro barraram o fim da escala 6×1: “o Brasil testemunhou quem é quem”

 

Lula diz que aliados de Flávio Bolsonaro barraram o fim da escala 6×1: “o Brasil testemunhou quem é quem”

Presidente afirma que adversários repetem discurso de que país “quebra” com novo direito trabalhista e defende um dia a mais de descanso sem redução salarial 




247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (3) a atuação da oposição no Congresso Nacional contra o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6×1.


Em publicação no X, antigo Twitter, Lula afirmou que o Brasil “testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional” e acusou a oposição, segundo ele “capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial”, de atuar para impedir a tramitação da pauta no Senado.


“Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6×1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, escreveu o presidente.


A declaração ocorre após a tentativa de votação da proposta no Senado. Lula afirmou que a população precisa saber quais parlamentares estão defendendo a mudança e quais estão tentando barrá-la. A PEC é apresentada por seus defensores como uma medida para garantir mais tempo de descanso aos trabalhadores, sem redução de salário.


“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, declarou.


Na publicação, Lula também rebateu o argumento de setores contrários à proposta de que a aprovação do fim da escala 6×1 poderia prejudicar a economia. O presidente comparou a resistência atual a direitos trabalhistas já consolidados, como férias e 13º salário.


“As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil ‘quebra’. Do mesmo jeito que ia ‘quebrar’ quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão”, afirmou.


Lula buscou vincular a discussão ao impacto da jornada sobre a vida cotidiana dos trabalhadores. Segundo ele, o que compromete a sociedade não é a ampliação de direitos, mas o desgaste físico, mental e familiar provocado pela rotina de trabalho exaustiva.


“O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem. Viver para trabalhar, e não ter vida além do trabalho. Desmotiva. Mina a produtividade”, escreveu.


O presidente também citou a sobrecarga enfrentada por trabalhadores que, mesmo após seis dias de expediente, utilizam o dia de folga para cumprir tarefas domésticas. Para Lula, esse grupo “já cansou de esperar” por uma mudança na legislação.


“Os brasileiros e brasileiras que trabalham seis dias por semana e, muitas vezes, dedicam o sétimo aos afazeres domésticos, já cansaram de esperar. Estamos com vocês. Seguimos mobilizados. Pelo fim da escala 6×1!”, concluiu.




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