Brasil enviará 40 toneladas de insumos para hemodiálise de pacientes na Venezuela - Alexandre Padilha, “E também por gratidão, porque eu nunca esqueço o dia em que a Venezuela mandou mais de 135 mil metros cúbicos de oxigênio para salvar o nosso povo de Manaus durante a Covid-19”

 

Brasil enviará 40 toneladas de insumos para hemodiálise de pacientes na Venezuela

Mobilização contou com doações de hospitais universitários e filantrópicos que atendem o SUS
09/01/2026 

Por Agência Gov

Um avião venezuelano chegará ao Aeroporto de Guarulhos (SP) na manhã desta sexta-feira, 9 de janeiro, para recolher 40 toneladas de insumos médicos que garantirão a hemodiálise de cerca de 16 mil pacientes na Venezuela

Medicamentos, soluções fisiológicas, entre outros insumos, foram reunidos pelo Governo do Brasil com o apoio de hospitais universitários federais públicos e hospitais filantrópicos que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS).

A mobilização é coordenada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS). 

Ao todo, 300 toneladas de produtos foram reunidos para ajudar os venezuelanos que precisam do tratamento.

“Fazemos isso porque existe o que nós chamamos de solidariedade sanitária. As saúdes têm que estar trabalhando sempre juntas, ainda mais quando a gente fala de um país vizinho. Se o Brasil não ajuda, será afetado caso tenha um colapso no tratamento dos pacientes renais crônicos que fazem hemodiálise na Venezuela”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Padilha Governo do Brasil enviará 40 toneladas de insumos para hemodiálise de 16 mil pacientes na Venezuela
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha (Foto: Reprodução)

“E também por gratidão, porque eu nunca esqueço o dia em que a Venezuela mandou mais de 135 mil metros cúbicos de oxigênio para salvar o nosso povo de Manaus durante a Covid-19, completou o ministro. 

Padilha ainda atestou que as doações não afetam em nada o tratamento de cerca de 170 mil brasileiros que fazem hemodiálise pelo SUS.

O Governo do Brasil também enviou uma equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) para avaliar as estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela. Foram mobilizadas equipes da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), FNSUS e de Saúde Indígena para reduzir, ao máximo, os impactos no SUS brasileiro.

A Operação Acolhida foi totalmente assumida pelo Ministério da Saúde em 2025, após os Estados Unidos suspenderem o financiamento das agências internacionais que apoiavam a estratégia humanitária no país. Desde julho, com a implantação do Projeto Saúde nas Fronteiras, em parceria com a AgSUS, 40 profissionais permanentes fazem o acompanhamento e o acolhimento dos migrantes nos abrigos em Pacaraima e Boa Vista, em Roraima. Até dezembro, foram investidos cerca de R$ 900 mil em equipes e insumos.

O Saúde nas Fronteiras conta com equipes multiprofissionais, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, nutricionista, psicólogo, assistente social e mediador intercultural para atuação em espaços de alojamento e ocupações espontâneas. Além disso, inclui equipe de técnicos de enfermagem, auxiliares administrativos e mediadores interculturais, com foco nas demandas de imunização. 

https://iclnoticias.com.br/governo-do-brasil-enviara-40-toneladas/

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