O Banco Master criou um esquema que poderia se chamar “Meu Luxo, Sua Dívida”:
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O Banco Master criou um esquema que poderia se chamar “Meu Luxo, Sua Dívida”: enquanto aposentados eram tungados, Daniel Vorcaro e empresas ligadas a ele compravam mansões, apartamentos e jatinhos que somam cerca de R$ 2 bilhões. Não foi só dinheiro de investidores privados, mas grana de fundos de pensão de estados como Rio e Amapá — aposentadorias de professores, enfermeiras e garis — que virou piscina aquecida, hangar e camarote vip.
Agora, há quem defenda que o rombo seja socializado, jogando a conta no colo da União, enquanto órgãos como o TCU levantam obstáculos à venda dos bens que poderiam abater o prejuízo. A Polícia Federal investiga fraudes bilionárias, o banco foi liquidado e Vorcaro chegou a ser preso ao tentar sair do país. No fim, a disputa não é técnica nem jurídica: é moral. Ou o Brasil aceita que a poupança de quem trabalhou a vida inteira vire luxo sem consequência, ou decide que banqueiro não é casta acima da lei.