Lula não tinha alternativa: vetar o PL da Dosimetria era uma questão de dignidade política e de sobrevivência institucional.
Lula não tinha alternativa: vetar o PL da Dosimetria era uma questão de dignidade política e de sobrevivência institucional.
Sancionar a redução de penas seria ajudar quem tentou roubar-lhe o mandato — e, segundo o julgamento no STF, até planejou assassiná-lo. Seria a versão política de pedir desculpas por ter sido traído. Apesar de o veto ter acontecido no aniversário do 8 de janeiro, vale lembrar que o golpe não começou com a depredação, mas com ataques às urnas, reuniões com militares, tentativas de melar eleições e planos de prisão e morte.
O veto não divide: vacina. Golpes se repetem quando não são punidos, vide 1964 e seu eco recente. No banco dos réus sentaram um ex-presidente, Jair Bolsonaro e generais. Não é “perseguição política”: foram crimes, não opiniões. Punir golpistas é o Brasil atingindo a maioridade democrática. Dói para algumas pessoas, mas é o único caminho para a pacificação.
Se Lula não vetasse, melhor nem disputar reeleição: mostraria que não valoriza a cadeira que ocupa.
