Em abalo global, Trump retira EUA de 66 organizações internacionais - A ruptura ainda ocorre num momento em que Trump viola o direito internacional, confiscando barcos em águas internacionais, atacando países estrangeiros, sequestrando um presidente, rompendo acordos comerciais e chantageando líderes pelo mundo.
Em abalo global, Trump retira EUA de 66 organizações internacionais
Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.
O governo de Donald Trump anunciou a retirada dos EUA de 66 organismos internacionais.
31 deles fazem parte da ONU.
A Casa Branca ainda anunciou a ruptura com tratados internacionais e convenções de direitos humanos e climáticas.
O gesto representa o maior abalo ao sistema multilateral desde sua criação, em 1945.
Naquele momento, ato que foi patrocinado e orquestrado pelo próprio governo americano.
No início de seu mandato, Trump havia cortado o repasse para os organismos relacionados com a ONU, alertando que iria avaliar a conveniência de se manter ou não nesses pactos.
Agora, a decisão foi a de se retirar de 66 iniciativas, incluindo a agência de população da ONU e o tratado da ONU que estabelece as negociações climáticas internacionais.
Oficialmente, a Casa Branca não detalhou ainda quais são os organismos que não terão mais a participação dos EUA.
Mas a decisão inclui agências, comissões e painéis consultivos ligados à ONU que se concentram em clima, direitos humanos e uma agenda considerada como “woke”.
Segundo Washington, elas promovem “políticas climáticas radicais, governança global e programas ideológicos que conflitam com a soberania e a força econômica dos EUA”.
“O governo Trump considerou essas instituições redundantes em seu escopo, mal administradas, desnecessárias, dispendiosas, mal geridas, capturadas pelos interesses de atores que promovem suas próprias agendas contrárias às nossas, ou uma ameaça à soberania, às liberdades e à prosperidade geral de nossa nação”, disse o Departamento de Estado em um comunicado.
“Essas retiradas encerrarão o financiamento e o envolvimento do contribuinte americano em entidades que promovem agendas globalistas em detrimento das prioridades dos EUA, ou que abordam questões importantes de forma ineficiente ou ineficaz, de modo que o dinheiro do contribuinte americano seja melhor alocado de outras maneiras para apoiar as missões relevantes”, disse a Casa Branca.
Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, Trump buscou cortar o financiamento dos EUA para a ONU, deixou o Conselho de Direitos Humanos da ONU, rompeu com a agência de ajuda humanitária palestina UNRWA e deixou a UNESCO, OMS e o Acordo de Paris.
A ruptura ainda ocorre num momento em que Trump viola o direito internacional, confiscando barcos em águas internacionais, atacando países estrangeiros, sequestrando um presidente, rompendo acordos comerciais e chantageando líderes pelo mundo.
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