LGBTQIA+: o que quer dizer cada letra e por que a sigla mudou
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DIVERSIDADE
LGBTQIA+: o que quer dizer cada letra e por que a sigla mudou
Da busca por aceitação nos anos 1950 à explosão política de Stonewall, o movimento LGBT passou por disputas internas, rupturas e transformações
A inclusão das lésbicas no movimento: luta pela visibilidade
Nos anos seguintes, a inclusão das lésbicas no movimento de liberação gay também gerou divisões. As lésbicas se viam excluídas dos grupos majoritariamente masculinos e, por isso, começaram a formar seus próprios movimentos. O Lesbian Liberation Movement (LLM), iniciado nos anos 70, foi uma dessas respostas, com lésbicas reivindicando mais visibilidade e direitos dentro da luta LGBT. Esse movimento gerou discussões e levou a uma redefinição do papel das mulheres dentro do movimento.
A diversificação da sigla LGBT e a inclusão de novas identidades
A década de 1990 trouxe novas demandas e novas identidades. A sigla LGBT começou a englobar bissexuais e transgêneros, refletindo a crescente diversidade dentro da comunidade. O termo “queer” também foi adotado, referindo-se a pessoas cujas identidades de gênero ou orientações sexuais não se encaixavam nos binários tradicionais de gênero e sexualidade. A adição do “Q” à sigla LGBT refletiu uma maior abertura para identidades fluidas e mutáveis, e o “+” foi incluído para representar todas as identidades não contempladas no inicialismo.
A evolução da sigla: novas identidades e a inclusão de diversos grupos
Com o passar dos anos, surgiram outras siglas para tentar ser mais inclusivas, como LGBTQIA+, que engloba Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Questionando, Intersexo, Assexuais e outros. No entanto, a complexidade e o tamanho das siglas geraram críticas, com algumas pessoas defendendo versões mais curtas, como DNN (Diversidades Não Normativas) ou MOGAI (Marginalized Orientations, Gender Alignments, and Intersex). A ideia central por trás dessas siglas é garantir visibilidade para todos os grupos dentro da comunidade LGBT.
O Movimento LGBT no Brasil: da inclusão à luta contra a violência
No Brasil, o movimento passou por várias transformações. Nos anos 70, surgiram grupos como o Movimento Homossexual Brasileiro (MHB), que inicialmente focavam nos direitos dos gays, mas a inclusão das lésbicas foi uma demanda crescente. Com a chegada dos anos 90, o movimento se uniu para combater a epidemia da Aids e a violência contra travestis e homossexuais. O movimento também passou a adotar as novas letras, como o “B” de bissexual, em 1998.
Em 2008, a sigla LGBT foi consolidada como a mais utilizada globalmente. Isso refletiu uma ampliação das demandas da comunidade, que passou a lutar por igualdade de direitos, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e pela proteção contra discriminação.
Atualmente, o movimento LGBT continua a crescer e se diversificar, abrangendo uma vasta gama de identidades e orientações. A luta por igualdade e aceitação continua, com o foco na ampliação dos direitos civis e na eliminação de preconceitos. No entanto, a sigla continua a evoluir, incorporando novas identidades e refletindo uma sociedade cada vez mais inclusiva.
Entenda o que significa cada letra:
- L — Lésbicas: mulheres que sentem atração sexual e/ou afetiva por outras mulheres
- G — Gays: homens que sentem atração sexual e/ou afetiva por outros homens
- B — Bissexuais: pessoas que sentem atração sexual e/ou afetiva por mais de um gênero
- T — Transgêneros: pessoas que não se identificam com seu gênero biológico e assumem uma identidade diferente da atribuída ao nascer. Nesse grupo estão ainda as travestis, que não se reconhecem no gênero masculino, mas em uma expressão de gênero feminina
- Q — Queer: identidades e expressões de gênero e sexualidade que não se encaixam nas normas da heteronormatividade (de heterossexualidade ou binarismo de gênero), como drag queens
- I — Intersexo: pessoas nascidas com características biológicas (genitais, hormônios, etc.) que não se enquadram nas definições típicas de sexo masculino ou feminino
- A — Assexuais, agênero ou arromânticos: aqueles que não sentem atração sexual por outras pessoas
- P — Pansexuais e polissexuais: indivíduos que sentem atração sexual e/ou afetiva por outras pessoas, independentemente do gênero ou identidade de gênero
- N — Não-binários: pessoas que não se identificam com nenhum gênero, ou que se identificam com vários gêneros
- + — O “+” representa outras identidades e orientações sexuais não mencionadas na sigla e gêneros fluidos, reconhecendo a vasta diversidade que existe
