Lula comemora inflação dentro da meta e aval europeu ao acordo Mercosul–UE
Lula comemora inflação dentro da meta e aval europeu ao acordo Mercosul–UE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou, nesta sexta-feira (9), dois indicadores que, segundo ele, reforçam a estratégia econômica e diplomática do governo: o aval do Conselho da União Europeia à assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e o bloco europeu, e o resultado da inflação oficial brasileira em 2025, que ficou dentro da meta estabelecida.
Para Lula, os dois movimentos representam sinais de confiança no Brasil e no papel do país no comércio internacional. “É uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico”, afirmou o presidente ao comentar o avanço do tratado entre os blocos.
Após 25 anos de negociações, representantes dos Estados-membros da União Europeia autorizaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a assinar o acordo com o Mercosul. A expectativa é que a cerimônia ocorra no próximo dia 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai.
Em publicação na rede social X, Lula classificou a decisão como um “dia histórico para o multilateralismo”. Segundo ele, o acordo une dois blocos que, juntos, somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.
O presidente destacou ainda que o avanço ocorre em um contexto global marcado por crescente protecionismo e unilateralismo. “O texto amplia alternativas para exportações brasileiras, estimula investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados”, disse.
O acordo quase foi formalizado no fim de dezembro, durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu (PR), mas acabou adiado após resistência de última hora da Itália, que poderia ter reforçado a posição contrária da França nas instâncias europeias.
Negociado desde 1999, o tratado tem potencial para criar um dos maiores mercados de livre comércio do mundo. Atualmente, petróleo e derivados lideram as exportações do Mercosul para a União Europeia, enquanto o bloco europeu vende principalmente produtos medicinais e farmacêuticos aos países sul-americanos.
Inflação menor reforça discurso econômico
No campo doméstico, Lula também comemorou os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também nesta sexta-feira, que apontam inflação acumulada de 4,26% em 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O resultado é o menor desde 2018, quando o índice ficou em 3,75%.
Trata-se ainda do quinto menor percentual desde a implementação do Plano Real, há 31 anos, ficando abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
“Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados”, afirmou o presidente. Segundo Lula, o resultado é reflexo de uma “política econômica séria”, voltada ao crescimento, à distribuição de renda e ao bem-estar da população.
Em dezembro, o IPCA registrou alta de 0,33%, acima da taxa de novembro (0,18%), mas inferior ao índice observado no mesmo mês de 2024 (0,52%). Para o governo, os números reforçam a narrativa de estabilidade econômica e credibilidade, em sintonia com o reposicionamento do Brasil no cenário internacional.
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