Ao aplaudir o bombardeio dos EUA à Venezuela, feito sem aval da ONU nem do próprio Congresso norte-americano, presidenciáveis brasileiros da oposição deixam claro que, se eleitos em 2026, não querem apenas alinhamento automático a Donald Trump. Querem abraçar o America First. Brasil?

 leosakamoto





















Ao aplaudir o bombardeio dos EUA à Venezuela, feito sem aval da ONU nem do próprio Congresso norte-americano, presidenciáveis brasileiros da oposição deixam claro que, se eleitos em 2026, não querem apenas alinhamento automático a Donald Trump. Querem abraçar o America First. Brasil? 

Depois a gente vê. Maduro é um ditador e roubou as eleições, mas isso não justifica o ataque a outro país. Aliás, ditadura nunca foi critério real para bombas dos EUA. Se fosse, a Arábia Saudita já teria virado alvo. O próprio Trump deu a entender que drogas e democracia são acessórios. O centro da jogada é o petróleo.

Celebrar isso é brincar de roleta russa com a nossa autodeterminação. Troque PDVSA por Petrobras e imagine. Bolsonaristas e governadores que sonham com o espólio de Jair festejam bombas esperando bênção eleitoral de Washington. Na oposição, Eduardo Leite mostrou que dá para condenar Maduro e a agressão externa ao mesmo tempo, mas isso não rende voto no bolsonarismo-raiz. Diplomacia não é torcida organizada. Países não têm amigos. Têm interesses. E quem esquece disso costuma pagar caro. 

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