Venezuela: Trump viola Carta da ONU e lei dos EUA; Lula critica; soberania e eleição

 

Reinaldo - Venezuela: Trump viola Carta da ONU e 
lei dos EUA; Lula critica; soberania e eleição

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Doutrina Monroe foi uma política externa fundamental dos Estados Unidos, anunciada em 2 de dezembro de 1823 pelo presidente James Monroe. Sintetizada pela famosa frase "América para os americanos", ela estabeleceu as bases da influência estadunidense no continente. 
Os seus principais pilares e características foram:
  • Não Intervenção Europeia: Declarava que o continente americano não estava mais sujeito a futuras colonizações por potências europeias. Qualquer tentativa de interferência nos novos Estados independentes da América seria vista como uma ameaça à paz e segurança dos EUA.
  • Isolacionismo Recíproco: Em troca da não interferência europeia nas Américas, os Estados Unidos comprometiam-se a não intervir em questões ou conflitos exclusivamente internos da Europa.
  • Contexto Histórico: Surgiu no cenário pós-guerras napoleônicas, quando a Santa Aliança (potências europeias monárquicas) ameaçava ajudar a Espanha a recuperar suas antigas colônias na América Latina.
  • Evolução e Crítica: Embora inicialmente tenha sido apresentada como uma defesa da liberdade dos países latino-americanos, com o tempo a doutrina serviu para justificar o imperialismo estadunidense. No início do século XX, foi expandida pelo Corolário Roosevelt (política do Big Stick), que conferiu aos EUA o direito de exercer um "poder de polícia internacional" no continente. 
Na prática, a doutrina consolidou os Estados Unidos como o principal mediador e potência dominante nas Américas, substituindo a influência europeia pela estadunidense. 

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