O protagonista é a geosmina, molécula produzida por microrganismos do solo e da água.
Petrichor.
Esse é o nome do aroma sentido quando a chuva toca o solo seco. Mas a origem desse cheiro vai além da poesia: envolve ciência.
O protagonista é a geosmina, molécula produzida por microrganismos do solo e da água. É ela quem dá o cheiro característico da terra molhada.
Extremamente sensível ao olfato humano, a geosmina pode ativar memórias, inspirar perfumes e até servir como sinal químico na natureza.
Também está presente, de forma natural, em alimentos como a beterraba, no vinho, no café e até em alguns peixes, sendo percebida como um “gosto de terra” ou “gosto de barro”.
Na água, pode indicar contaminação por excesso de nutrientes e afetar a qualidade de alimentos, bebidas e pescado. Apesar de não ser tóxica, sua presença é indesejada por alterar aroma e sabor.
Este conteúdo foi baseado no artigo “Cheiro de terra molhada”, do pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste.
