Anúncio de petróleo no Amapá foi crucial para a reaproximação entre Lula e Alcolumbre

Anúncio de petróleo no Amapá foi crucial para a reaproximação entre Lula e Alcolumbre




Presidente do Senado celebrou descoberta na Margem Equatorial como resultado de “anos de luta”

Lula e Davi Alcolumbre                                                                                     Crédito: Ricardo Stuckert / PR


247 – O anúncio da descoberta de petróleo na costa do Amapá tornou-se um elemento crucial no processo de reaproximação política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Defensor da exploração da Margem Equatorial, o senador comemorou nesta sexta-feira (14) a identificação de petróleo em águas profundas pela Petrobras e classificou o momento como histórico para seu estado e para o Brasil.

Segundo a Agência Senado, fonte das declarações de Alcolumbre, o presidente do Congresso afirmou ter recebido a informação diretamente da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A descoberta ocorreu na costa do Amapá, estado que representa no Senado, e deu força a uma agenda que Alcolumbre transformou em uma de suas principais bandeiras políticas.

O avanço na Margem Equatorial ocorre justamente em um momento de reconstrução dos canais entre Alcolumbre e Lula. Depois de um período de distanciamento político, a retomada do diálogo entre o Palácio do Planalto e o comando do Congresso encontra na agenda do petróleo do Amapá um importante ponto de convergência.

Alcolumbre: “Estávamos certos”

Na manifestação divulgada após receber a informação de Magda Chambriard, Alcolumbre apresentou a descoberta como resultado de uma mobilização de vários anos para garantir a realização da pesquisa na Margem Equatorial.

“Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil”, escreveu.

A declaração sintetiza a dimensão política adquirida pelo projeto no Amapá. Para Alcolumbre, o debate nunca esteve restrito à produção de petróleo. O senador vincula a exploração dos recursos naturais da região à possibilidade de geração de empregos, aumento da renda e abertura de novas oportunidades econômicas para a população amapaense.

A Margem Equatorial é uma extensa faixa litorânea e marítima que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte. A descoberta anunciada pela Petrobras ocorreu no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, a cerca de 175 quilômetros da costa amapaense. 



Petróleo ganha peso na reaproximação com Lula
A descoberta acontece depois de anos de discussões políticas, técnicas e ambientais sobre a possibilidade de pesquisa petrolífera na região. O licenciamento da Margem Equatorial tornou-se uma questão de grande importância para as lideranças do Amapá e também provocou debates dentro do próprio governo federal.

Alcolumbre esteve entre os principais defensores da liberação da pesquisa. Lula, por sua vez, passou a defender publicamente que o Brasil tivesse o direito de conhecer o potencial petrolífero da região, respeitando as exigências ambientais.

É nesse contexto que o resultado da Petrobras ganha importância para a relação entre os dois. A Margem Equatorial oferece uma agenda concreta na qual os interesses do governo federal e as prioridades políticas de Alcolumbre podem convergir, sobretudo em torno da defesa do desenvolvimento regional, da geração de empregos e da soberania energética.

A confirmação inicial da presença de petróleo ocorre, assim, em um momento politicamente favorável à reconstrução dessa relação. Para Alcolumbre, representa uma vitória em uma pauta estratégica para sua base política. Para o governo Lula, reforça a possibilidade de abertura de uma nova fronteira energética brasileira sob liderança da Petrobras.


Petrobras recebe reconhecimento
Alcolumbre também fez questão de atribuir o resultado à capacidade técnica da Petrobras. Na nota, elogiou os profissionais envolvidos na operação e relacionou o trabalho da estatal à segurança e à preservação ambiental.

“Esse resultado também mostra a excelência da nossa Petrobras. Meu reconhecimento a todos os técnicos e profissionais da companhia que conduzem esse trabalho com competência, segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas”, afirmou.

A descoberta em águas profundas reforça a experiência tecnológica acumulada pela Petrobras em operações offshore de elevada complexidade. Agora, a companhia terá de avançar nos estudos para determinar as características da acumulação encontrada e avaliar seu potencial econômico.

A identificação de petróleo, portanto, não significa ainda que exista uma reserva comercialmente viável. Novos testes e análises serão necessários antes que seja possível dimensionar o volume existente e avaliar uma eventual fase de produção.


Caso a viabilidade comercial seja confirmada, entretanto, a exploração poderá abrir uma nova perspectiva econômica para o Amapá, com potencial de atração de investimentos, formação de uma cadeia de fornecedores, criação de empregos e futura geração de receitas associadas à atividade petrolífera.

Alcolumbre fala em Amapá protagonista
Na nota, o presidente do Senado também vinculou diretamente a descoberta ao projeto de desenvolvimento que defende para seu estado.

“Esse é o Amapá gigante que a gente quer: protagonista de um Brasil que cresce com desenvolvimento, preservação e oportunidades para a nossa população”, escreveu.

A formulação combina os dois principais eixos que cercam o debate sobre a Margem Equatorial: de um lado, o aproveitamento econômico de uma potencial nova fronteira petrolífera; de outro, a necessidade de compatibilizar a atividade com a proteção ambiental e a transição energética.

Para Alcolumbre, a descoberta anunciada pela Petrobras representa a confirmação de uma aposta política feita ao longo de anos. O momento também fortalece uma agenda capaz de aproximá-lo novamente do presidente Lula, ao colocar desenvolvimento regional, Petrobras e soberania energética no centro da interlocução entre o Palácio do Planalto e o comando do Congresso Nacional.

Leia a íntegra da nota de Davi Alcolumbre
NOTA À IMPRENSA

“Hoje é um dia histórico para o Amapá e para o Brasil. Um dia que confirma aquilo em que sempre acreditamos: o Amapá é gigante e tem muito a contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

Acabei de ser informado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, de que a companhia identificou a presença de petróleo em águas profundas da Margem Equatorial.

Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil.

Esse resultado também mostra a excelência da nossa Petrobras. Meu reconhecimento a todos os técnicos e profissionais da companhia que conduzem esse trabalho com competência, segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas.

Esse é o Amapá gigante que a gente quer: protagonista de um Brasil que cresce com desenvolvimento, preservação e oportunidades para a nossa população.

Viva a nossa gente!

Viva o Amapá gigante!

Viva o Brasil!

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional”

https://www.brasil247.com/margem-equatorial/anuncio-de-petroleo-no-amapa-foi-crucial-para-a-reaproximacao-entre-lula-e-alcolumbre/

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