Indicação de embaixador dos EUA violou convenção internacional, diz Celso Amorim
Indicação de embaixador dos EUA violou convenção internacional, diz Celso Amorim
Indicado para a embaixada dos EUA, Daniel Perez não teve seu agrément concedido
247 – O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta quarta-feira (12), durante audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, que a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil foi “rejeitada” por violar os padrões estabelecidos pela Convenção de Viena.
Ao utilizar o termo “rejeitada”, Amorim explicou que empregava a mesma expressão utilizada pela imprensa norte-americana para se referir ao episódio. Perez não teve seu agrément cedido pelo Brasil, que deve evitar conceder seu “de acordo” a indicados de qualquer país durante o período eleitoral.
Amorim explicou que a concessão de agrément é regulada pela Convenção de Viena, aceita pelos Estados Unidos, e que o pedido deve ser feito de forma sigilosa para evitar uma possível crise diplomática.
Segundo Amorim, os Estados Unidos não seguiram esse procedimento e levaram logo a indicação ao Senado, contrariando as regras internacionais.
Amorim afirmou que isso ocorreu após mais de um ano e meio sem um embaixador norte-americano no Brasil e, na proximidade das eleições, houve a desacreditação a embaixadora brasileira nos EUA.
Ele reforçou que o agrément não foi recusado, e que não será concedido em nenhum país durante o período eleitoral.
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