Confirmadas as suspeitas de que Dias Toffoli teria grampeado colegas numa reunião fechada que o poupou de uma humilhação pública, o caso deixa de ser anedota de bastidor e vira crise institucional. Segundo o Poder360, a maioria dos ministros do STF foi contra levar adiante o julgamento de sua suspeição no caso Banco Master — e deixou claro que, se fosse a voto, estaria ao seu lado. Para conter a pressão externa, ele abriu mão da relatoria.

 leosakamoto

Confirmadas as suspeitas de que Dias Toffoli teria grampeado colegas numa reunião fechada que o poupou de uma humilhação pública, o caso deixa de ser anedota de bastidor e vira crise institucional. Segundo o Poder360, a maioria dos ministros do STF foi contra levar adiante o julgamento de sua suspeição no caso Banco Master — e deixou claro que, se fosse a voto, estaria ao seu lado. Para conter a pressão externa, ele abriu mão da relatoria.


Depois, Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo, divulgou a bomba: ministros acreditam terem sido gravados de forma sorrateira por Toffoli, que negou. Mas, se a percepção não se dissipar, o estrago já está feito. Supremo não funciona só com votos; funciona com confiança entre 11 egos que dividem o mesmo espelho. Gravar uma reunião de como essa e entregar a alguém é ensinar que o inimigo está à espreita.

Um integrante isolado numa corte colegiada não vira mártir nem estrategista: vira refém da própria esperteza. Se confirmada a traição, não será apenas um erro tático, mas a corrosão da única moeda que sustenta o tribunal. 

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