Na maior festa dos EUA, latinos mandam recado ao regime Trump: ‘Ainda estamos aqui’
Na maior festa dos EUA, latinos
mandam recado ao regime
Trump: ‘Ainda estamos aqui’
Depois de elencar os países latino-americanos, Bad Bunny mandou uma mensagem clara ao movimento de extrema direita nos EUA: “seguimos aqui”.
Na maior festa da cultura do entretenimento dos EUA, uma mensagem ocupou o palco central para insistir que, contra o ódio, desumanização e deportações, só existe uma arma: o afeto.
Em poucos minutos, Bad Bunny escreveu uma carta de amor à América Latina e confirmou que a diversidade é uma realidade irreversível.
Em espanhol, ele se apresentou:
“Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio. E se estou aqui hoje no Super Bowl 60, é porque nunca, jamais deixei de acreditar em mim mesmo, e vocês também deveriam acreditar em si mesmos; vocês valem mais do que pensam.”
Ele homenageou os trabalhadores de canaviais, criticou as autoridades pelos recorrentes apagões e o abandono dos governos.
A família – tantas vezes instrumentalizada pelos ultraconservadores – estava presente. Numa das cenas, uma criança dormia em cadeiras de uma festa de casamento. Uma referência à experiência da comunidade latina de crescermos juntos. Em sua camisa, o número 64 era uma referência ao ano de aniversário de sua mãe.
Ele ainda entregou seu Grammy a um garotinho, numa alusão tanto aos sonhos das gerações futuras quanto uma homenagem à criança de cinco anos presa pelo ICE. Fora do estádio, milhares erguiam um muro contra a milícia de Trump.
Até um casamento foi organizado, um símbolo de união num momento de profunda divisão na sociedade.
Trump se apressou em exigir mudanças por parte dos organizadores. Talvez ele achasse que estava lidando com os covardes cartolas da Fifa. Os herdeiros de Charlie Kirk promoveram um evento paralelo alegando que era insuportável o que estavam prestes a ver. Organizaram uma patética festa apenas para estadunidenses, seja lá o que isso quer dizer.
Qual foi o resultado do jogo do Super Bowl? Não tenho ideia.
Mas venceu a constatação de que o poder não vem apenas do controle do espaço aéreo de outro país, do medo, da supressão de direitos fundamentais e do sequestro de recursos naturais.
O regime Trump também sabe disso. E por isso usa a repressão contra os sonhos como sua única resposta.
A explosão do presidente dos EUA nas redes sociais diante da fiesta latina foi a carapuça que faltava ao movimento eugenista. Para os racistas, a diversidade é uma ameaça.
Temem o óbvio: sua própria mediocridade.
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