Trump ameaça explodir o Irã para roubar todo o petróleo do país
Trump ameaça explodir o Irã para roubar todo o petróleo do país
Expressão de um império em franca
decadência moral, o presidente dos Estados
Unidos revelou ao mundo sua brutalidade e
desespero
05 de abril de 2026, 18:36 h247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez neste domingo (5) uma das ameaças mais explícitas desde o início da guerra contra o Irã: afirmou que considera destruir o país e tomar o controle do petróleo iraniano caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz.
As declarações feitas pelo chefe da Casa Branca expõem, com uma clareza perturbadora, a lógica que move o conflito iniciado em 28 de fevereiro — a disputa pelo controle dos recursos energéticos do Oriente Médio.
"Se não fecharem um acordo, e rápido, estou considerando explodir tudo e assumir o controle do petróleo", disse Trump, em declaração que elimina qualquer ambiguidade sobre os objetivos reais da guerra.
O presidente americano também anunciou ataques específicos para os próximos dias: "Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — AGUARDEM PARA VER! Louvado seja Alá."
Apesar do tom beligerante, Trump deixou uma fresta para a diplomacia ao afirmar que vê chances de um acordo já na segunda-feira (6), antes que expire o prazo do ultimato americano.
"Acho que há uma boa chance para amanhã, eles estão negociando agora", disse o presidente após questionamento de um jornalista da Fox News, acrescentando haver uma "boa chance" de alcançar um entendimento com Teerã.
A guerra eclodiu em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã sob a alegação de que Teerã desenvolvia armamento nuclear. A Organização das Nações Unidas negou que o governo iraniano tivesse tal pretensão, contestando a justificativa apresentada por Trump para o início do conflito.
Guerra se intensifica
O fim de semana trouxe uma nova escalada: forças iranianas abateram pelo menos três caças americanos, demonstrando capacidade operacional expressiva mesmo após mais de um mês de bombardeios intensivos dos Estados Unidos e de Israel.
Uma das consequências mais graves da guerra foi o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem que conecta o Golfo Pérsico ao restante do mundo e ocupa posição central no sistema energético global. No local transitam cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente, além de uma quinta parte dos embarques de gás natural liquefeito e um terço do fertilizante mais utilizado no mundo.
Desde o início do conflito, o barril de petróleo ultrapassou a marca dos US$ 100. Com a passagem parcialmente interditada, grandes produtores da Opep — entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait — perderam acesso às rotas que abastecem mercados na Ásia, Europa e Américas, gerando impacto direto sobre os preços de energia e alimentos em escala global.
As ameaças de Trump de destruir infraestruturas estratégicas do Irã — pontes e usinas elétricas — aprofundam ainda mais o risco humanitário e econômico de um conflito que já ultrapassa cinco semanas sem perspectiva concreta de resolução.
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