Beto Louco entregou sua delação na operação Carbono Oculto, mas a pergunta não é quem ele vai citar, e sim quem ficará de fora.

 


Beto Louco entregou sua delação na operação Carbono Oculto, mas a pergunta não é quem ele vai citar, e sim quem ficará de fora. leosakamoto

Apontar dedos para políticos e magistrados é o roteiro esperado, difícil é expor bancos, fundos e gestores que lucraram alto com um esquema que beneficiou o PCC. 

No submundo elegante do dinheiro, não existe “eu não sabia”: existe conveniência bem remunerada. 

Enquanto distribuidoras lavam com combustível adulterado e fundos purificam bilhões sujo de lama, parte do mercado segue tratando risco criminal como custo operacional. 

Há quem na Faria Lima goste de chamar isso de ousadia, quando, muitas vezes, é só negligência lucrativa com gravata. 

O problema não é pontual nem técnico, como alguns querem vender, mas estrutural: quando o cascalho sujo veste terno, há quem finja não sentir o cheiro. 

Se a delação vier capenga, será só mais um capítulo da velha história em que poucos pagam e muitos seguem operando. 

A dúvida é simples: desta vez o sistema será exposto por inteiro ou, de novo, a Justiça vai parar onde sempre para?

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