O cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD estão entre os 169 nomes novos incluídos na atualização da chamada ‘lista suja’ do trabalho escravo, do governo federal.

 leosakamoto 



O cantor Amado Batista e a montadora chinesa de carros elétricos BYD estão entre os 169 nomes novos incluídos na atualização da chamada ‘lista suja’ do trabalho escravo, do governo federal.

Divulgada nesta segunda-feira (6) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a nova versão do cadastro torna públicos os dados de pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por trabalho escravo, após exercerem o direito de defesa na esfera administrativa em duas instâncias. Com a atualização, a lista chega a 613 empregadores.


Uma vez incluídos, os empregadores permanecem na lista por dois anos, mas podem ter seus nomes retirados antes desse prazo, caso assinem um acordo de regularização com o MTE e passem a integrar uma lista de observação.
Criada em novembro de 2003, a ‘lista suja’ é atualizada semestralmente pelo governo federal.

Amado Batista foi autuado em dois casos distintas: um de uma propriedade arrendada por ele, outro em sua própria propriedade, ambas no estado de Goiás. Ao todo, 14 trabalhadores estavam submetidos a condições análogas à escravidão, segundo o MTE.

Já a BYD foi incluída por ser considerada diretamente responsável por submeter 163 trabalhadores chineses a condições análogas à escravidão durante a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, número identificado na primeira operação de fiscalização, realizada por uma força-tarefa em dezembro de 2024. Posteriormente, com o avanço das apurações, o total de trabalhadores resgatados chegou a 224.

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