Lula sanciona lei que prevê uso de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres

 


Lula sanciona lei que prevê uso de tornozeleira

eletrônica em agressores de mulheres

Nova regra amplia uso do monitoramento
eletrônico e prevê alerta à vítima em caso de
aproximação do agressor
09/04/2026 | 20h05 

Por Caio Spechoto e Mariana Brasil 

(Folhapress) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (9) uma lei que facilita o monitoramento de agressores de mulheres com tornozeleira eletrônica. O petista também sancionou outros dois projetos com temática semelhante na mesma cerimônia.

Um dos outros dois projetos tipifica o crime de vicaricídio. O outro transforma 5 de setembro no Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas.

O combate à violência contra a mulher se tornou um dos pontos centrais do discurso de Lula nos últimos meses. Em 2022, pesquisas eleitorais apontaram que o eleitorado feminino foi fundamental para sua vitória sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula se prepara para a campanha de reeleição, em outubro.

Lei Maria da Penha já permitia que agressores de mulheres fossem monitorados eletronicamente, mas colocava a medida como uma precaução adicional. Com a nova redação, o uso da tornozeleira deve ficar mais difundido.

Agora, o monitoramento deverá ser determinado sempre que for verificado risco à vida ou integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência. A medida deverá ser adotada por decisão de um juiz ou delegado — nesse caso, um magistrado precisará decidir em seguida se mantém ou revoga a providência.

O texto determina que o sistema alerte a mulher vítima de violência e a unidade policial mais próxima sempre o agressor invadir a área de exclusão que tiver sido delimitada pela Justiça.

De acordo com o texto sancionado por Lula, ao menos 6% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública devem ser destinados ao enfrentamento à violência contra a mulher.

A segunda proposta sancionada por Lula tipifica no Código Penal o crime de vicaricídio. A conduta consiste em matar um ente querido de uma mulher com a intenção de atingi-la e fazê-la sofrer.
A pena estipulada é de 20 a 40 anos de reclusão.

A punição poderá ser aumentada em 1/3, dependendo das circunstâncias do crime, classificado como hediondo no texto sancionado.

Além disso, o projeto inclui na Lei Maria da Penha a “violência vicária” como uma forma de violência doméstica e familiar contra a mulher.

“É uma questão milenar o homem achar que é dono da mulher”, disse Lula durante a cerimônia. “Mais importante do que aprovar esse projeto de lei é convencer uma parcela da humanidade que não quer aceitar essas coisas”, declarou o petista.

A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, foi fechada à imprensa. Teve a participação de senadoras, além de integrantes do primeiro escalão do governo e da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

O projeto que facilita o monitoramento de agressores por tornozeleira eletrônica é de autoria da deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ); a proposta sobre vicaricídio foi da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ); a autora do projeto sobre o dia de combate à violência contra indígenas foi a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG)

https://iclnoticias.com.br/lula-lei-tornozeleira-agressores-mulheres/

Postagens mais visitadas deste blog

RICOS, PAGUEM A CONTA!