Papa: estou na África para encorajar os católicos, não para debater com Trump
No voo rumo a Luanda, em Angola, terceira etapa da viagem apostólica, Leão XIV cumprimentou os jornalistas que o acompanharam nestes dias e agradeceu a Camarões pela acolhida extraordinária: “Feliz por ter vivido esta experiência”.
O Pontífice também esclareceu que seus discursos foram preparados semanas antes e que, portanto, não devem ser interpretados “como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente dos EUA, algo que não é de modo algum do meu interesse”.
“Difundiu-se certa narrativa, não totalmente precisa, por causa da situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez algumas declarações sobre mim”, explicou o Papa Leão, em referência às acusações que Trump lhe havia dirigido no início da semana e sobre as quais o próprio Pontífice havia se manifestado no voo de ida à Argélia.
Enquanto o presidente dos EUA prosseguiu nos dias sucessivos com comentários contra o Pontífice, aos quais se uniu também o vice, JD Vance, para o Papa a questão já estava encerrada desde o primeiro dia.
“Grande parte do que foi escrito desde então nada mais é do que comentário sobre comentário, na tentativa de interpretar o que foi dito”, sublinhou Leão XIV. Um exemplo é o importante discurso pronunciado no Encontro de Oração pela Paz, em 16 de abril. Esse discurso, explicou, “havia sido preparado duas semanas antes, muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo. Ainda assim, foi interpretado como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente, algo que não é de modo algum do meu interesse”.
E repetiu a sua missão: “Venho à África principalmente como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar com, para celebrar com, para encorajar e acompanhar todos os católicos africanos”.
Agora é a vez de Angola: “Continuemos a proclamar a mensagem do Evangelho”, afirmou o Papa, destacando a beleza de ser cristão, que significa “seguir Cristo, promover a fraternidade, a irmandade, confiar no Senhor, mas também buscar maneiras de promover a justiça em nosso mundo. Promover a paz em nosso mundo”.
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