Duas CPIs viraram palanque eleitoral, com barulho, manchetes e pouca consequência.

 leosakamoto

Duas CPIs com potencial de enfrentar fraudes bilionárias contra aposentados e o avanço do crime organizado que mata e controla territórios viraram palanque eleitoral, com barulho, manchetes e pouca consequência. 

A investigação do INSS, que poderia ajudar a expor um esquema de mais de R$ 6 bilhões e pressionar bancos que lucraram com consignados, descambou para um relatório de cunho eleitoral, com pedido de prisão ao filho de Lula por um relator que havia declarado lealdade a Flávio Bolsonaro dias antes. 

Do outro lado, a CPI do Crime Organizado desviou o seu foco:

Mirou disputas institucionais com ministros do STF e deixou de lado líderes de facções, milicianos e seus aliados na política, na polícia, na Justiça, na Faria Lima. 

Por conta da disputa política, relatórios acabaram sendo rejeitados. Resultado prático? 

Nenhum avanço concreto. 

Meses de trabalho, dinheiro público e exposição midiática serviram mais para alimentar narrativas eleitorais do que resolver problemas reais. 

E a conta, como sempre, chega para o contribuinte.

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