O Papa Leão manifestou mais uma vez sua preocupação com o cenário internacional.

 

gleisihoffmann

O Papa Leão manifestou mais uma vez sua preocupação com o cenário internacional.



Ao receber hoje um grupo de bispos reunidos em Roma para o Sínodo da Igreja Caldeia com sede em Bagdá, no Iraque, o Pontífice os encorajou a ser sinal de esperança “num mundo marcado por violências absurdas e desumanas”.

A ganância e o ódio, observou, têm se espalhado “com ferocidade justamente nas terras que viram nascer a salvação, nos lugares sagrados do Oriente cristão”. Esses lugares hoje, denunciou, “estão profanados pela blasfêmia da guerra e pela brutalidade dos negócios, sem qualquer consideração pela vida das pessoas, consideradas, na melhor das hipóteses, como um efeito colateral de seus próprios interesses”.

E recordou que “nenhum interesse pode valer a vida dos mais fracos, das crianças, das famílias; nenhuma causa pode justificar o sangue inocente derramado. Chamados a serem incansáveis agentes da paz em nome de Jesus, ajudem-nos a proclamar claramente que Deus não abençoa nenhum conflito; a gritar ao mundo que quem é discípulo de Cristo, príncipe da paz, jamais está ao lado daqueles que ontem empunhavam a espada e hoje lançam bombas; a lembrar que não serão as ações militares a criar espaços de liberdade ou tempos de paz, mas apenas a promoção paciente da convivência e do diálogo entre os povos”.

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