Quando a imprensa abandona a tarefa de informar e passa a disputar o poder....................
Quando a imprensa abandona a tarefa de informar e passa a disputar o poder, o noticiário deixa de ser mediação e vira arma. É isso que volta a aparecer no debate público brasileiro. O velho moralismo seletivo, reciclado com nova embalagem, tenta mais uma vez fabricar culpados convenientes, deslocar responsabilidades e conduzir a percepção coletiva conforme os interesses do dinheiro.
Não há novidade nisso. A aliança entre mídia corporativa e mercado financeiro não nasce de um acidente, mas de uma estrutura. Quem lucra com a desigualdade também precisa controlar a narrativa sobre ela. Por isso, o escândalo é escolhido com método, a indignação é distribuída com cálculo e a corrupção só vira urgência quando serve para atingir um campo político específico.
O problema nunca foi apenas moral. O problema sempre foi político. Uma elite sem projeto de país, sem compromisso com a maioria e sem coragem para defender abertamente seus privilégios precisa transformar o falso moralismo em linguagem pública. É assim que tenta empurrar o povo, de novo, a votar contra si mesmo.
Ler esse movimento com lucidez é recusar a manipulação. É entender que, por trás do espetáculo, seguem os mesmos interesses, os mesmos beneficiários e a mesma engrenagem de concentração de poder e riqueza.
#PolíticaBrasileira #MídiaECapital #LavaJatoNuncaMais
