Beto Louco e Primo teriam conversado com Rueda sobre partilha de R$ 5 milhões, diz revista

 


Beto Louco e Primo teriam conversado com Rueda sobre partilha de R$ 5 milhões, diz revista

Ligação dos dois empresários foragidos com Rueda foi tornada pública em primeira mão em setembro de 2025, nas reportagens do ICL Notícias
11/03/2026 | 14h57


Entre outubro de 2023 e maio de 2024, quando chegava à presidência do União Brasil, Antonio Rueda trocou mensagens de WhatsApp com os empresários Mohamad Hussein Ali Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco

Nessa época, ambos já tinham sido alvos de operação policial que investigava fraudes em suas empresas – a formuladora de combustíveis Copape e a distribuidora Aster Petróleo. 

Rueda tratou com os dois, que hoje estão foragidos, acusados de ligação com o PCC,  sobre pagamentos e de partilha de dinheiro.

As revelações estão na proposta de delação de Beto Louco e Primo, conseguida pelos jornalistas Breno Pires e Arthur Guimarães, exposta em matéria publicada na revista Piauí.

Os diálogos trataram de pagamentos fracionados e sucessivos, com detalhes sobre controle de saldo, em lógica própria de contabilidades paralelas. Apenas entre outubro e dezembro de 2023, as mensagens indicam a movimentação de R$ 5 milhões de reais.

A ligação dos dois empresários foragidos com Antonio Rueda foi tornada pública em primeira mão em setembro de 2025, nas reportagens do ICL Notícias, baseadas nas informações passadas pelo piloto Mauro Mattosinho. Ele trabalhou pilotando jatos de Primo e Beto Louco operados pela Táxi Aéreo Piracicaba. Segundo o piloto, as aeronaves eram registradas de modo a esconder os verdadeiros donos. Rueda seria um desses proprietários.

As conversas entre Beto Louco, Primo e Antonio Rueda fazem parte da proposta de colaboração premiada enviada à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, na esperança de reverter a ordem de prisão. Eles são alvos das operações Carbono Oculto, Tank e Quasar. O cardápio de acusações vai desde fraudes em combustíveis a ligação com gestoras de fundos na Avenida Faria Lima, o coração financeiro do Brasil. Mohamad também é suspeito de ter ligações com o PCC.

Brasil

A Piauí apurou que as planilhas que Mohamad enviava a Rueda eram relativas à importação de combustíveis usando benefícios concedidos pelo governo do Amapá. Em uma das tabelas, enviada em novembro de 2023, são relacionadas as importações de derivados de petróleo da Ice Química, uma empresa de fachada que a Copape montou em Macapá para colher benefícios fiscais e tributários oferecidos no estado e, assim, importar grandes volumes de combustíveis.

Os principais favorecidos por esses benefícios foram a Copape, de Beto Louco e Mohamad, e a antiga Refinaria de Manguinhos, atual Refit, do empresário Ricardo Magro, conhecido como maior sonegador individual de impostos do Brasil, diz a reportagem.

A matéria mostra que a concessão por parte do governo do Amapá de benefícios que favoreciam a ilegalidade teve como aliados que lutaram por sua manutenção estados que, aparentemente, não tinham nada a ver com o assunto, como o Distrito federal, governado por  Ibaneis Rocha (MDB), aliado do senador Ciro Nogueira (PP), político com excelentes relações com Ricardo Magro.

Nogueira também foi alvo das denúncias de Mauro Mattosinhos feitas à equipe do ICL Notícias. O piloto  disse ter transportado em voo uma sacola de papelão que aparentava conter dinheiro vivo, na mesma data em que Beto Louco mencionou a outros passageiros que teria um encontro com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP. 


https://iclnoticias.com.br/beto-louco-e-primo-teriam-conversado-com-rueda-sobre-partilha-de-r-5-milhoes-diz-revista/

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