A história que se ignora condena o presente ao eterno retorno do mesmo teatro de sombras.
A história que se ignora condena o presente ao eterno retorno do mesmo teatro de sombras.
Assistimos hoje à rearticulação do que Paulo Henrique Amorim nomeou como PIG, a imprensa corporativa que opera como braço ideológico da Faria Lima. Não há distância entre o editorial e o balanço financeiro, pois a conjunção é carnal. Onde se depositam bilhões, colhem-se as manchetes que sustentam o assalto institucionalizado contra o povo.
O expediente é antigo e eficaz, o falso moralismo. O caso do Banco Master, gestado sob a égide do bolsonarismo e de Campos Neto, tenta ser transferido ao colo do atual governo por um malabarismo retórico. O motivo é nítido, uma elite de raízes escravocratas não possui projeto de nação. Sua única oferta ao país é a miséria organizada e a perpetuação do privilégio.
Sem programa social ou horizonte de desenvolvimento, resta a essa elite o espantalho da corrupção seletiva. É o discurso que induz o cidadão a votar contra o próprio destino, seduzido por uma ética de fachada. O lavajatismo não morreu, ele apenas hibernou nas redações para ressurgir como a voz do dinheiro. Precisamos desmascarar o cinismo e nomear o mecanismo. Onde eles pregam a moral, escondem o lucro sujo que empobrece a maioria. A alternativa ao abismo é a consciência.
