Lima Barreto costumava dizer que brasileiros não eram “patriotas” . Preferiam “uma patriotada”.
Lima Barreto costumava dizer que brasileiros não eram “patriotas” . Preferiam “uma patriotada”.
Pois bem. Vamos dar um exemplo de como esse tipo de atitude continua presente — mais de 100 anos depois do momento em que Lima viveu.O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou agora em março de 2026 uma lei que torna obrigatória a execução vocal do Hino Nacional em escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio no estado.
A norma exige a execução ao menos uma vez por semana, preferencialmente às sextas-feiras.
Tarcísio também tem apoiado escolas militares e feito discursos polêmicos dizendo que não se importa com os erros de português dos professores dessas escolas pois o que eles precisam ensinar é ordem e respeito.
Não sou contra patriotismo.
Mas em um estado com tantos problemas de segurança e desigualdade, eu me perguntaria se essa é a medida mais urgente.
Além do mais, acredito que o papel dos professores é ensinar para a liberdade e a crítica.
E não para a mera execução de um hino de forma decorada.
Enfim, como Lima Barreto, não sou a favor de uma educação para a “patriota”.
Prefiro a educação cidadã e que ensina para a autonomia.
