Trump apresenta projeto de ‘Nova Gaza’
Trump apresenta projeto de
‘Nova Gaza’ com prédios de
luxo e turismo
Em Davos, os americanos revelaram nesta quinta-feira um powerpoint com imagens de prédios de luxo no local onde 2 milhões de palestinos foram bombardeados por dois anos. A “Nova Gaza” será erguida em três anos e, pelo acordo de cessar-fogo, haverá uma garantia de imunidade e anistia para Benjamin Netanyahu contra denúncias de crimes contra a humanidade.
O foco é a de transformar Gaza e uma “costa de turismo”. “É um grande local”, afirmou Trump, lembrando que foi um magnata do setor imobiliário. “Veja essa propriedade no mar. Tudo começa com a localização. Poucos lugares são assim”, completou.
No início de seu governo, Trump chegou a falar em transformar Gaza numa “riviera”. Seu comentários, enquanto milhares de crianças e mulheres morriam, causou indignação.
Mas, agora, o projeto foi apresentado oficialmente aos maiores empresários do mundo, respaldado por líderes estrangeiros, submissos e em silêncio ao lado de Trump.
Coube ao genro de Trump, Jarred Kuchner, detalhar a reconstrução de Gaza. Segundo ele, haverá um programa de “desradicalização” dos palestinos, seguido pela implementação de uma economia de livre mercado.
Na zona costeira, 180 edifícios serão erguidos e um planejamento detalhado será implementado com zonas habitacionais, estradas e até um local para a instalação de data center.
O planejamento prevê 100 mil unidades residenciais, 180 centros religiosos e 200 escolas. Mas foi a foto gerada por IA com prédios ultramodernos que causou surpresa entre os empresários e líderes estrangeiros.
A projeção é de que o PIB chegue a US$ 10 bilhões em dez anos, com uma renda média anual de 13 mil dólares até 2035.
Kuchner acredita que 500 mil postos de trabalho serão criados e investimentos necessários serão de US$ 30 bilhões.
O desarmamento do Hamas seria implementado a partir de um princípio de anistia a quem optar por entregar as armas. “Eles nascem com armas no colo”, criticou Trump.
Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.
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