Macron não irá aderir por enquanto ao ‘Conselho da Paz’ de Trump
Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.
Macron não irá aderir por enquanto ao ‘Conselho da Paz’ de Trump
O governo francês sinaliza que não pretende aderir neste momento ao “Conselho da Paz”, proposto por Donald Trump. O ICL Notícias apurou que o governo Lula tomará uma postura semelhante.
De acordo com a agência AFP, a França “não pretende aceitar” o convite para se juntar à nova entidade, indicando que a iniciativa levanta “questões maiores”.
Mais cedo, o governo de Emmanuel Macron apontou que “assim como diversos outros países, a França foi convidada pelos Estados Unidos a integrar o Conselho da Paz”. “Em conjunto com nossos parceiros próximos, estamos analisando as disposições do texto proposto como base para este novo órgão, cujo escopo vai além da situação em Gaza”, enfatizou o Ministério das Relações Exteriores francês.
Mas o texto já traz um alerta de que o compromisso de Paris é com a ONU. “Reiteramos também nosso compromisso com a Carta das Nações Unidas. Ela continua sendo a pedra angular do multilateralismo eficaz, onde o direito internacional, a igualdade soberana dos Estados e a solução pacífica de controvérsias prevalecem sobre a arbitrariedade, as disputas de poder e a guerra”, acrescentou o ministério.
O convite de Trump foi enviado para mais de uma dezena de líderes de todo o mundo. O Kremlin confirmou que a Rússia também foi oficialmente consultada. O projeto, porém, prevê a criação de um organismo internacional com plenos poderes apenas para o líder americano, que seria seu presidente. Ele ainda teria o direito de vetar decisões e autorizar a entrada de novos membros.
Para a França, que é um dos membros permanentes no Conselho de Segurança da ONU e com direito de veto, o novo organismo significaria ceder poder para os EUA.
Javier Milei, presidente da Argentina, se apressou em anunciar que seu país fará parte da iniciativa.
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