BRASIL no Foco dos EUA em 2026?


A Doutrina Monroe, proclamada pelo presidente dos EUA James Monroe em 1823, foi uma política que declarava o Hemisfério Ocidental como esfera de influência dos Estados Unidos, estabelecendo que novas colonizações europeias eram inaceitáveis e que a interferência europeia nas Américas seria vista como ato de agressão, em troca da não intervenção dos EUA em assuntos europeus, sob o lema "América para os americanos", visando impedir a recolonização e afirmar a hegemonia norte-americana na região. 
Pontos Chave:
  • Não Colonização: Nenhuma potência europeia poderia estabelecer novas colônias no continente americano.
  • Não Intervenção Europeia: Qualquer intervenção europeia nos países já independentes das Américas seria considerada hostil aos EUA.
  • Não Intervenção Americana: Os EUA não interfeririam nos assuntos internos ou nas guerras da Europa.
  • "América para os Americanos": Resumia a ideia de que o continente americano deveria ser livre de influência europeia e sob a tutela dos EUA, que se posicionavam como protetores das nações recém-independentes, especialmente na América Latina. 
Contexto e Impacto:
  • Contexto: Surgiu após as guerras de independência na América Latina, quando havia o receio de que potências europeias tentassem restaurar seu domínio.
  • Desenvolvimento: Inicialmente, os EUA não tinham força para impor a doutrina sozinhos, mas com o tempo, especialmente no final do século XIX, o poder americano permitiu sua aplicação, justificando intervenções e a expansão de sua influência, como no caso do Canal do Panamá.
  • Evolução: Foi reinterpretada e expandida, notavelmente pelo Corolário de Theodore Roosevelt, que passou a justificar a intervenção unilateral dos EUA na América Latina para manter a estabilidade. 
Em essência, a Doutrina Monroe marcou o início da política externa expansionista dos EUA no continente, estabelecendo os Estados Unidos como potência dominante no Hemisfério Ocidental. 

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