Há algo de pedagógico na ida de Jair Bolsonaro da carceragem da PF para a Papudinha. Não é perseguição, é o fim da exceção.

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Há algo de pedagógico na ida de Jair Bolsonaro da carceragem da PF para a Papudinha. Não é perseguição, é o fim da exceção. 

Jair e sua família reclamaram sistematicamente da carceragem da PF no Distrito Federal, de ruído do ar condicionado, da falta de acesso a streaming de TV, do tamanho do espaço, do pouco tempo de acesso ao sol. 

Tanto chiaram que o ministro Alexandre de Moraes atendeu ao pedido de mudança de local. 

Mas, ao invés de enviá-lo para casa, como queria a sua defesa, o transferiu para a Papudinha, uma parte isolada do complexo penitenciário da Papuda.

Saiu de uma cela com 12 m2 para outra com quase 65 m2, com cozinha, banheiro, quarto, varanda e quintal descoberto.

 Os médicos terão acesso a ele 24 horas por dia e poderá continuar recebendo visitas da família. 

O local é extremamente seguro e já hospeda o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, um de seus cúmplices na tentativa de golpe. Conforto que milhões de presos jamais verão.

O bolsonarismo sempre chamou privilégio de “prerrogativa” e, quando perde, de “perseguição”. A transferência não é castigo nem revanche: é a lei deixando de fazer concessões. 

Ele ganhou novas instalações, mas não foi para casa como queria. 

Afinal, tentou um golpe de Estado. 

A democracia começa a reaprender o básico: ninguém está acima da lei, nem quem passou a vida berrando que estava.

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