Saiba quem são os deputados que votaram contra o fim da 6×1
Saiba quem são os deputados que votaram contra o fim da 6×1; metade é do PL
Por Cleber Lourenço
A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz gradualmente a jornada máxima semanal de trabalho para 40 horas.
Apesar da aprovação por ampla maioria, 22 deputados votaram contra a proposta. Metade deles pertence ao PL, partido de Jair Bolsonaro.
Um dos principais nomes da resistência ao texto foi o deputado Mauricio Marcon (PL-RS), que tentou travar a tramitação da proposta na comissão especial ao apresentar um pedido de vista durante a análise da PEC.
A votação também mostrou uma forte concentração regional dos votos contrários. Santa Catarina foi o estado que mais reuniu deputados contra o fim da escala 6×1, com nove parlamentares votando contra a proposta.
Deputados do PL que votaram contra
Bibo Nunes (PL-RS)
Caroline de Toni (PL-SC)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (PL-RR)
Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Rosangela Moro (PL-SP)
Zé Trovão (PL-SC)
Santa Catarina concentrou maior resistência
Os deputados de Santa Catarina que votaram contra a PEC foram:
Caroline de Toni (PL)
Daniel Freitas (PL)
Daniela Reinehr (PL)
Julia Zanatta (PL)
Ricardo Guidi (PL)
Zé Trovão (PL)
Carlos Chiodini (MDB)
Fabio Schiochet (União)
Pezenti (MDB)
Ao todo, nove deputados catarinenses votaram contra o texto aprovado pela Câmara.
Bibo Nunes defendeu jornada de 60 horas
Um dos votos contrários mais contundentes veio do deputado Bibo Nunes (PL-RS). Na véspera da votação, o parlamentar defendeu uma jornada semanal de 60 horas e usou Elon Musk como referência para atacar a redução da carga de trabalho.
“O homem mais rico do mundo… Elon Musk, disse: ‘Quem trabalha menos que 60 horas por semana jamais terá prosperidade além do normal’. Vocês querem ser normais? Ganhar pouco?”, afirmou o deputado.
A declaração gerou críticas nas redes sociais e reforçou o contraste entre a PEC aprovada pela Câmara e o discurso de parte da bancada bolsonarista sobre relações de trabalho.
Kim chamou PEC de “mentira” e “populismo”
Outro voto contrário foi o de Kim Kataguiri (União-SP). Em discurso no plenário, o deputado afirmou que a PEC não acabaria, na prática, com a escala 6×1 e acusou parlamentares de “enganar o trabalhador”.
“Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo que, com a aprovação dessa PEC, vai acabar a escala 6×1”, afirmou.
Kim classificou a proposta como “populista” e disse que o trabalhador continuará enfrentando a mesma rotina de trabalho após a entrada em vigor da medida.
“Hoje podem me xingar, hoje podem fazer eu perder a eleição. Mas, quando passar um ano e o trabalhador perceber que está trabalhando os mesmos seis dias, eu vou fazer questão de lembrar que fui um dos poucos a falar a verdade no plenário”, declarou.
O deputado também criticou a estratégia do PL de apresentar propostas alternativas de escala 4×3 e afirmou que isso seria “responder populismo com mais populismo”.
Lista completa dos deputados que votaram contra
Adriana Ventura (Novo-SP)
Bibo Nunes (PL-RS)
Carlos Chiodini (MDB-SC)
Caroline de Toni (PL-SC)
Daniel Freitas (PL-SC)
Daniela Reinehr (PL-SC)
Fabio Schiochet (União-SC)
Fausto Pinato (União-SP)
Gilson Marques (Novo-SC)
Julia Zanatta (PL-SC)
Kim Kataguiri (União-SP)
Lucas Redecker (PSD-RS)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Mauricio Marcon (PL-RS)
Nicoletti (PL-RR)
Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
Pezenti (MDB-SC)
Ricardo Guidi (PL-SC)
Ricardo Salles (Novo-SP)
Rosangela Moro (PL-SP)
Sérgio Turra (PP-RS)
Zé Trovão (PL-SC)
O que muda com a PEC
A proposta aprovada pela Câmara estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada máxima semanal para 40 horas, sem redução salarial.
O texto agora segue para análise do Senado Federal.
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