O Ministério da Saúde promove, neste fim de semana, o primeiro mutirão médico nacional voltado exclusivamente para mulheres.
O Ministério da Saúde promove, neste fim de semana, o primeiro mutirão médico nacional voltado exclusivamente para mulheres. metropoles
A iniciativa, considerada a maior já realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com esse objetivo, mobiliza centenas de hospitais públicos, privados e filantrópicos em todas as regiões do país neste sábado (21/3) e domingo (22/3).
A ação, qie faz parte do programa Agora Tem Especialistas, tem como objetivo reduzir filas, acelerar diagnósticos e ampliar o acesso a atendimentos especializados.
O público-alvo inclui mulheres de todas as idades que já estavam previamente agendadas pelas redes municipais de saúde.
Entre os serviços ofertados estão exames essenciais para diagnóstico precoce de doenças, como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, além de cirurgias ginecológicas e gerais, incluindo histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumores, laqueadura, cirurgia de catarata e tratamento de varizes.
Um dos principais destaques desta edição é a oferta de 3,8 mil implantes de Implanon, método contraceptivo subdérmico de alta eficácia e duração de até três anos.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o dispositivo representa um avanço na política de saúde reprodutiva, já que pode custar cerca de R$ 4 mil na rede privada, mas será disponibilizado gratuitamente pelo SUS.
Para ampliar o acesso, o mutirão também contará com transporte gratuito para mais de 36 mil mulheres. A iniciativa é fruto de parceria com o aplicativo 99, que disponibilizou 73 mil vouchers de deslocamento (ida e volta), com uso entre os dias 20 e 23 de março em 40 cidades brasileiras.
Além disso, mulheres indígenas que vivem em regiões remotas terão direito a transporte e hospedagem em Casas de Apoio à Saúde Indígena. O atendimento será realizado em hospitais próximos aos territórios, incluindo unidades em capitais como Manaus, Belém e Brasília.
