Aumento de imposto sobre mais de mil importações busca "proteger a produção nacional", diz Haddad ao defender a medida

 


Aumento de imposto sobre mais de mil importações busca "proteger a produção nacional", diz Haddad ao defender a medida

Ministro afirma que ação é regulatória e diz

que alta pode chegar a 7,2 pontos percentuais


25 de fevereiro de 2026, 20:51 h 

247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), defendeu nesta quarta-feira (25) o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos, entre eles smartphones, máquinas e equipamentos industriais

Segundo o ministro, a medida tem caráter regulatório e busca fortalecer a indústria instalada no país. 

"Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil, ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida (...) para proteger a produção nacional que essa medida está sendo tomada", afirmou. As informações são do G1

A elevação das tarifas foi decidida no início do mês e pode alcançar até 7,2 pontos percentuais, atingindo setores que recorrem a compras internacionais. 

Parte dos novos percentuais já entrou em vigor, enquanto o restante passa a valer a partir de março. 

No caso dos celulares, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a medida não alcança aparelhos fabricados no Brasil, que representam 95% do mercado nacional em 2025. 

Apenas 5% dos dispositivos são importados.

Entre as marcas, Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não devem ser afetadas, enquanto a Xiaomi pode sofrer impacto por não fabricar no país. Haddad também afirmou que a medida não deve pressionar os preços ao consumidor. 

"Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Então não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional, não tem impacto em preço", declarou.

Questionado sobre críticas da oposição e a possibilidade de revogação da medida, o ministro disse que o aumento protege o país contra o "comércio internacional desleal" e permite ajustes pelo governo. 

Segundo ele, o Ministério do Desenvolvimento poderá inclusive zerar a tarifa, se necessário. 

A decisão mantém tarifa zero para componentes utilizados pela indústria que não tenham produção nacional equivalente. 

Veja abaixo os produtos que passaram a ter aumento nas tarifas:

  • Torres e pórticos 
  • Reatores nucleares 
  • Caldeiras Geradores de gás de ar 
  • Turbinas para embarcações 
  • Motores para aviação 
  • Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes 
  • Fornos industriais 
  • Congeladores (freezers)  
  • Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas 
  • Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas 
  • Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar 
  • Distribuidores de adubos (fertilizantes) 
  • Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira 
  • Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes 
  • Máquinas e aparelhos de impressão 
  • Cartuchos de tinta
  •  Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão 
  • Máquinas para fiação de matérias têxteis 
  • Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado 
  • Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados 
  • Máquinas de cortar o cabelo
  • Painéis indicadores com LCD ou LED 
  • Controladores de edição 
  • Tratores 
  • Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes 
  • Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis 
  • Navios de guerra 
  • Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial 
  • Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética 
  • Aparelhos dentários 
  • Aparelhos de tomografia computadorizada

https://www.brasil247.com/economia/aumento-de-imposto-sobre-mais-de-mil-importacoes-busca-proteger-a-producao-nacional-diz-haddad-ao-defender-a-medida

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