A Câmara aprovou o projeto antifacção, mas retirou taxação das bets que ajudaria a financiar o combate ao crime organizado

 leosakamoto

A Câmara aprovou o projeto antifacção, mas retirou taxação das bets que ajudaria a financiar o combate ao crime organizado

Resultado: a segurança pública perdeu R$ 30 bilhões. 

Os tigrinhos conhecidos por drenar dinheiro dos pobres podem dormir tranquilos. 

Enquanto isso, plataformas de aplicativos seguem pressionando para impedir um piso mínimo digno para entregadores e motoristas. 

O discurso é sempre o mesmo: “vai quebrar o setor”, “vai encarecer o serviço”. Na prática, significa não abrir mão da própria margem de lucro.

Empresas têm direito de defender seus interesses. 

Faz parte da democracia. 

O problema é quando o peso do dinheiro fala mais alto que o interesse público. 

Se não se taxa quem lucra bilhões, a conta sobra para o Estado e para o contribuinte. 

Se não se garante remuneração mínima, a inovação continua sendo bancada pelo suor de quem trabalha. Lobby é parte do jogo democrático. 

Captura do Congresso, não. 

No fim, quem paga essa fatura é a sociedade: menos recursos para segurança, menos proteção para trabalhadores e mais desigualdade.





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