A Câmara aprovou o projeto antifacção, mas retirou taxação das bets que ajudaria a financiar o combate ao crime organizado
A Câmara aprovou o projeto antifacção, mas retirou taxação das bets que ajudaria a financiar o combate ao crime organizado.
Resultado: a segurança pública perdeu R$ 30 bilhões.
Os tigrinhos conhecidos por drenar dinheiro dos pobres podem dormir tranquilos.
Enquanto isso, plataformas de aplicativos seguem pressionando para impedir um piso mínimo digno para entregadores e motoristas.
O discurso é sempre o mesmo: “vai quebrar o setor”, “vai encarecer o serviço”. Na prática, significa não abrir mão da própria margem de lucro.
Empresas têm direito de defender seus interesses.
Faz parte da democracia.
O problema é quando o peso do dinheiro fala mais alto que o interesse público.
Se não se taxa quem lucra bilhões, a conta sobra para o Estado e para o contribuinte.
Se não se garante remuneração mínima, a inovação continua sendo bancada pelo suor de quem trabalha. Lobby é parte do jogo democrático.
Captura do Congresso, não.
No fim, quem paga essa fatura é a sociedade: menos recursos para segurança, menos proteção para trabalhadores e mais desigualdade.
