O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Meta na Justiça do Trabalho de São Paulo para obrigar a empresa a remover de suas plataformas publicações que incentivam empregadores a vigiar, expor, não contratar ou demitir trabalhadores por seu voto ou orientação política.

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou ação civil pública contra a Meta na Justiça do Trabalho de São Paulo para obrigar a empresa a remover de suas plataformas publicações que incentivam empregadores a vigiar, expor, não contratar ou demitir trabalhadores por seu voto ou orientação política. 

O órgão pede decisão liminar, sem ouvir previamente a empresa, e abrangência nacional.

A ação reúne posts disseminados após o segundo turno das eleições, no domingo (25), com campanhas como “Demita” e mensagens que orientam empresários a investigar as redes sociais dos funcionários para identificar eleitores de Lula. 

O MPT também relata casos de trabalhadores expostos e alegações de demissão por motivos políticos.

Até a tarde do dia 28, o painel do MPT registrava 3.080 denúncias de assédio eleitoral em 2026, das quais 1.147 apenas entre 26 e 28 de outubro.

Em caráter de urgência, o MPT pede a exclusão em 24 horas dos conteúdos citados e semelhantes, sob multa de R$ 500 mil por publicação, e a divulgação de aviso contra a discriminação política no trabalho aos usuários brasileiros do Facebook, Instagram e Threads, sob multa diária de R$ 1 milhão. 

Quer ainda medidas contra perfis reincidentes e a preservação das publicações removidas.

Ao final, requer R$ 50 milhões por danos morais coletivos e medidas estruturais, como política de prevenção, reforço da moderação durante o período eleitoral, campanhas informativas e relatórios de transparência. 

Para o órgão, os algoritmos da Meta amplificam o conteúdo ilícito, e a empresa dispõe de meios para contê-lo. 

O MPT ressalta que a ação não busca limitar opiniões políticas, mas impedir a incitação à discriminação ilegal nas relações de trabalho.

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