NEYMAR PODE ESTREAR NA COPA - Instituto Conhecimento Liberta
eduardomoreirareal
A novidade não é que o governo dos EUA está fazendo de tudo para ajudar a campanha do senador, que já deixou claro que seria alinhado às necessidades do trumpismo uma vez eleito (a Casa Branca vem movendo até tarifaço e ameaça ao Pix pelo clã). Nem que a cartilha da extrema direita não inclua a interferência em outros países, ainda mais quando se trata daquilo que os EUA consideram como seu quintal. A notícia é que Trump está despindo a fantasia e mostrando que vai usar a “mão peluda” contra o Brasil.
Ele diz ver o Brasil como “politicamente perigoso” e “conturbado”, omitindo que sua própria mão ajuda a criar a turbulência. E essa mão não age de graça: em caso de vitória de Flávio, o país correria o risco de ser empurrado para a vassalagem a um projeto de Washington e da extrema direita global, com terras raras, agronegócio, indústria e soberania no pacote. A ingerência já nem chega disfarçada, vem com nome, rosto e post nas redes.
Vale ressaltar, contudo, que se a interferência for muito escrachada, o feitiço vira contra. Trump é um péssimo cabo eleitoral quando se envolve abertamente, levando a derrotas do Canadá à Hungria. O que Lula mais quer é ganhar de novo do norte-americano o presente do discurso da soberania.
Trump resolveu tirar a fantasia e mostrar a mão peluda. Ao compartilhar um artigo que trata a eleição brasileira como seu próximo desafio, colocou o Brasil no mesmo balaio de Cuba, Nicarágua e Venezuela. Acena, assim, com a disposição de interferir no país para ajudar Flávio Bolsonaro, alinhado aos desejos do trumpismo.
A novidade não é que o governo dos EUA está fazendo de tudo para ajudar a campanha do senador, que já deixou claro que seria alinhado às necessidades do trumpismo uma vez eleito (a Casa Branca vem movendo até tarifaço e ameaça ao Pix pelo clã). Nem que a cartilha da extrema direita não inclua a interferência em outros países, ainda mais quando se trata daquilo que os EUA consideram como seu quintal. A notícia é que Trump está despindo a fantasia e mostrando que vai usar a “mão peluda” contra o Brasil.
Ele diz ver o Brasil como “politicamente perigoso” e “conturbado”, omitindo que sua própria mão ajuda a criar a turbulência. E essa mão não age de graça: em caso de vitória de Flávio, o país correria o risco de ser empurrado para a vassalagem a um projeto de Washington e da extrema direita global, com terras raras, agronegócio, indústria e soberania no pacote. A ingerência já nem chega disfarçada, vem com nome, rosto e post nas redes.
Vale ressaltar, contudo, que se a interferência for muito escrachada, o feitiço vira contra. Trump é um péssimo cabo eleitoral quando se envolve abertamente, levando a derrotas do Canadá à Hungria. O que Lula mais quer é ganhar de novo do norte-americano o presente do discurso da soberania.
