BNDES aprova R$ 340 mi para Tembici adquirir 85 mil bicicletas elétricas para entregadores

 

BNDES aprova R$ 340 mi para Tembici adquirir 85 mil bicicletas elétricas para entregadores

  • Projeto de expansão de e-bike é desenvolvido em parceria com o iFood e tem por objetivo garantir o aumento da produtividade e da rentabilidade, com menor custo de manutenção; entregadores terão a posse temporária das bicicletas em casa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 340 milhões para a Tembici Participações S.A adquirir até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes) que serão alugadas a entregadores de plataforma digitais com custo 25% menor do que o atual. Com recursos do Fundo Clima, o projeto inovador de micromobilidade urbana combina relevante impacto social e climático. Atualmente, 5 mil e-bikes estão disponíveis para locação por entregadores no país.

"São 85 mil bicicletas elétricas que vamos disponibilizar. A parte social é ainda mais importante, porque o menino que entrega hoje de bicicleta vai para a elétrica. Se quiser comprar, vai comprar com desconto. 

Se quiser arrendar vai pagar apenas R$ 71,25 por semana e fica com a bicicleta elétrica no final de semana. Isso vai aumentar muito o retorno por corrida, a remuneração e muito mais qualidade em relação ao esforço que o entregador precisa fazer", afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. 

O anúncio foi realizado em cerimônia de aniversário de 74 anos do BNDES, nesta segunda-feira, 22, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros de Estado e autoridades.

As e-bikes aumentam a produtividade e a rentabilidade das atividades de entregas, com maior agilidade, quantidade de entregas por período e baixo custo de manutenção, bem como maior bem estar para o trabalhador. Atualmente, o iFood subsidia quase metade do aluguel semanal das e-bikes, o que representa um custo final de cerca de R$ 95 para o entregador por semana. Com o projeto,  em parceria com o BNDES, a TemBici ampliará  o subsídio para mais 25% nos 12 primeiros meses para entregadores que adotarem a e-bike nas entregas. Com isso, o valor final pago pelo entregador nesse período será de R$ 71,25 por semana. A partir do 13º mês, o valor será 10% menor, ou seja, R$ 85,50.

Os entregadores farão aluguéis semanais renováveis, que permitirão a posse temporária das e-bikes enquanto durarem os contratos de locação. Dessa maneira, os veículos poderão ser utilizados tanto na atividade de entrega quanto no deslocamento para a residência e outras finalidades. A estimativa é que os entregadores utilizem as e-bikes para fins não logísticos durante 58% do tempo.

“O projeto aprovado pelo BNDES atende ao compromisso do governo do presidente Lula com a melhoria das condições de trabalho dos entregadores que se tornaram essenciais no dia a dia dos brasileiros. Além evitar a potencial migração de bicicletas mecânicas para motos à combustão na busca por maior produtividade, as bicicletas elétricas vão evitar a emissão de 107,2 mil toneladas de CO₂ equivalente até 2032, volume que equivale à capacidade de sequestro de carbono de aproximadamente 1 milhão de árvores adultas”, explica Mercadante.

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