PIB brasileiro avança 1,1% no primeiro trimestre e chega a R$ 3,3 trilhões
PIB brasileiro avança 1,1% no
primeiro trimestre e chega a R$
3,3 trilhões
Atualizado há 53 minutos
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado levou a economia nacional a movimentar R$ 3,3 trilhões no período, com desempenho positivo nos três grandes setores produtivos: agropecuária, indústria e serviços.
A agropecuária registrou alta de 2,0%, enquanto a indústria avançou 1,0% e os serviços cresceram 0,5%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB apresentou expansão de 1,8%. Já no acumulado dos últimos quatro trimestres, o crescimento foi de 2,0%.
Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, o desempenho da economia foi influenciado principalmente pela força do campo e das atividades extrativas. “Levando-se em conta seus pesos no PIB, as atividades que mais contribuíram para o crescimento foram a agropecuária, a extrativa mineral e outras atividades de serviços”, afirmou.
Petróleo, construção e safra recorde
Dentro da indústria, o principal destaque foi a atividade extrativa mineral, que cresceu 3,6%, impulsionada sobretudo pela extração de petróleo e gás natural. A construção civil também apresentou forte desempenho, com alta de 2,9%, refletindo expansão do emprego e da atividade no setor.
Por outro lado, a indústria de transformação praticamente ficou estagnada, com leve avanço de 0,1%, enquanto o segmento de eletricidade, gás, água e saneamento recuou 0,3%.
Na agropecuária, o avanço foi sustentado pelo crescimento da produção agrícola e pelo ganho de produtividade. O IBGE atribui o resultado às condições climáticas favoráveis e à ampliação da área plantada, especialmente da soja, cuja produção alcançou recorde histórico, com alta estimada de 4,8%.
Outras culturas importantes, entretanto, tiveram retração. A produção de milho caiu 2,5%, enquanto a de arroz recuou 10,6%.
Serviços crescem em ritmo menor
Responsável por cerca de 70% da economia brasileira, o setor de serviços apresentou crescimento moderado no trimestre. Os maiores avanços ocorreram nos segmentos de informação e comunicação (2,4%) e atividades imobiliárias (1,2%).
Também registraram desempenho positivo comércio (0,6%), outras atividades de serviços (0,8%) e administração pública (0,4%).
Em contrapartida, houve retração em transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e nas atividades financeiras e de seguros (-0,6%), o que ajudou a limitar um crescimento mais robusto do PIB.
Consumo das famílias e investimentos
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,0% no primeiro trimestre, retomando ritmo próximo ao da economia após um final de 2025 de estabilidade. O consumo do governo avançou 0,4%.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede os investimentos, subiu 3,5% frente ao trimestre anterior, revertendo parte da queda registrada no fim de 2025.
Segundo Moraes, apesar de ter menor peso na composição do PIB, os investimentos tiveram contribuição relevante para o resultado do trimestre. “O investimento voltou ao patamar observado no fim do terceiro trimestre do ano passado”, destacou.
No setor externo, as exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4% em relação ao trimestre anterior.
Comparação anual mostra força das exportações
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o crescimento de 1,8% da economia foi acompanhado por avanço disseminado nos serviços, especialmente em informação e comunicação (7,6%) e atividades financeiras (2,8%).
A indústria extrativa voltou a se destacar, com expansão expressiva de 13,1%, novamente puxada pela produção de petróleo e gás.
Já a indústria de transformação apresentou retração de 0,9%, impactada principalmente pelas quedas nos segmentos de impressão e reprodução de gravações (-10,2%) e fabricação de máquinas e equipamentos (-9,4%).
Apesar do crescimento trimestral dos investimentos, a FBCF recuou 1,4% na comparação anual, influenciada pela queda de 6,3% na produção de bens de capital.
No comércio exterior, as exportações cresceram 7,4%, impulsionadas pela venda de petróleo, alimentos e equipamentos de transporte. As importações avançaram 1,2%, com destaque para veículos automotores, derivados de petróleo e produtos farmacêuticos.
https://iclnoticias.com.br/economia/pib-brasileiro-avanca-trimestre/