Irã rejeita plano de cessar-fogo dos EUA,
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Irã rejeita plano de cessar-fogo dos EUA, afirma TV estatal
Teerã apresentou cinco condições para negociar, entre elas o fim dos assassinatos de seus líderes
O governo iraniano rejeitou as condições impostas pelos EUA para estabelecer um cessar-fogo na região e chamou os critérios apresentados pelos americanos como “excessivos”. A informação foi divulgada pela emissora estatal de televisão no Irã, a Press TV.
Mais cedo, as autoridades em Teerã ironizaram as declarações do presidente Donald Trump de que estariam desesperadas para fechar um acordo para encerrar a guerra.
Mais cedo, as autoridades em Teerã ironizaram as declarações do presidente Donald Trump de que estariam desesperadas para fechar um acordo para encerrar a guerra.
Nesta quarta-feira, diplomatas, a imprensa americana e israelense confirmaram que a Casa Branca enviou uma proposta de plano de cessar-fogo aos iranianos, por meio de negociadores do Paquistão.
O pacto prevê o fim de todas as atividades nucleares do país.
O pacto prevê o fim de todas as atividades nucleares do país.
Mas não fala em mudança de regime e nem em denúncias de violações de direitos humanos, argumentos que Trump sempre usou para justificar a guerra.
De acordo com as emissoras estatais, o Irã exige que os seguintes pontos sejam atendidos pelos EUA para que a negociação possa existir:
De acordo com as emissoras estatais, o Irã exige que os seguintes pontos sejam atendidos pelos EUA para que a negociação possa existir:
- Cessação total das agressões e assassinatos por parte dos EUA e Israel
- Criar mecanismos para garantir que a guerra não seja reiniciada contra o Irã
- Pagamento de indenizações e reparações de guerra
- A conclusão da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região, incluindo Hezbollah
- Reconhecimento e garantias internacionais quanto ao direito soberano do Irã de exercer autoridade sobre o Estreito de Ormuz
Jamil Chade
Cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas, Jamil Chade percorreu mais de 70 países. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Chade foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.
