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Celso de Mello explica a ilegalidade do sequestro de Maduro - Jamil Chade

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  Colunistas ICL Celso de Mello explica a ilegalidade do sequestro de Maduro Ex-presidente do STF explica as implicações do ato conduzido por Donald Trump na Venezuela e faz um alerta sobre o impacto no direito internacional  04/01/2026 | 18h48  Neste fim de semana, recebi do ex-presidente do STF, Celso de Mello, uma explicação profunda e detalhada da violação que representou o que ele mesmo chamou de “o sequestro internacional de Maduro e sua esposa pelos EUA”. Compartilho com todos diante da importância do impacto que tal gesto representa ao direito internacional, à soberania e à própria ideia de fronteira nacional.   Por Celso de Mello: Direito internacional e cooperação penal:  Abdução transfronteiriça atribuível a agentes estatais. Violação da soberania territorial do Estado ofendido. Tensão entre repressão penal e integridade do Estado de Direito. Tratados de extradição e vedação à “autotutela” coercitiva no território alheio. Consequências no plano intere...

Confira a nota conjunta do Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai sobre a situação da Venezuela.

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  COMUNICADO CONJUNTO | Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram um comunicado em conjunto, neste domingo (4), condenando o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, realizado no sábado (3). Em nota, os países reafirmam que a América Latina e o Caribe são uma zona de “paz , construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica das controvérsias e a não intervenção, e fazemos um apelo à unidade regional, para além das diferenças políticas, diante de qualquer ação que coloque em risco a estabilidade regional ” . Os países exigem respeito à soberania e integridade territorial dos Estados, conforme consagrado na Carta das Nações Unidas . Acompanhe a EBC nas redes. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Gleisi Hoffmann (@gleisihoffmann) Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por EBC (@ebc)

Após a queda de Nicolás Maduro, é difícil saber como vai ficar o governo venezuelano.

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    Por enquanto, o desafio do país é evitar a  ausência de Estado, afirma a colunista  @danielalimajornalista Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Canal UOL (@canaluol)

Quando dizem que Trump “acertou” ao atacar a Venezuela, vale ir além do discurso fácil.

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elikatakimoto O direito internacional existe para conter os mais fortes. Se cada potência decidir quem pode derrubar pela força, o mundo volta à lei do mais forte. Hoje é “derrubar um ditador”, amanhã é “proteger interesses”. E os interesses já foram assumidos. Trump deixou nítido que o foco é o petróleo venezuelano e ainda não descarta um segundo ataque. Não é democracia, é poder e controle. Ataques que atingem civis não libertam povos. Pode-se criticar Maduro. O que não dá é aplaudir agressão ao povo venezuelano e à soberania da América Latina. Assista ao vídeo para saber como rebater com argumentos quem está defendendo o ataque contra o povo venezuelano. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Elika Takimoto (@elikatakimoto) Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Thiago Foltran (@thiagojfoltran)

Tarcísio Freitas, que vestiu boné do Trump, comemorou o tarifaço que ele impôs contra o Brasil, apoiou a traição de Eduardo Bolsonaro à pátria, defendeu a anistia aos golpistas condenados, agora tem o desplante de responsabilizar Lula pela invasão dos EUA à Venezuela.

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  joaocezarcastrorocha Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por João Cezar De Castro Rocha (@joaocezarcastrorocha) Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Lindbergh Farias (@lindberghfarias)

Os EUA invadiram um país soberano e raptaram um chefe de Estado.

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  catarina_smartins   É Trump que explica, a quem tenta justificar o  injustificável, que isto não é sobre democracia ou  liberdade.  É mesmo uma ocupação para explorar o  petróleo Venezuelano.  Trump tem de ser travado. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Catarina Martins (@catarina_smartins)

Ao aplaudir o bombardeio dos EUA à Venezuela, feito sem aval da ONU nem do próprio Congresso norte-americano, presidenciáveis brasileiros da oposição deixam claro que, se eleitos em 2026, não querem apenas alinhamento automático a Donald Trump. Querem abraçar o America First. Brasil?

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  leosakamoto Ao aplaudir o bombardeio dos EUA à Venezuela, feito sem aval da ONU nem do próprio Congresso norte-americano, presidenciáveis brasileiros da oposição deixam claro que, se eleitos em 2026, não querem apenas alinhamento automático a Donald Trump. Querem abraçar o America First. Brasil?   Depois a gente vê. Maduro é um ditador e roubou as eleições, mas isso não justifica o ataque a outro país. Aliás, ditadura nunca foi critério real para bombas dos EUA. Se fosse, a Arábia Saudita já teria virado alvo. O próprio Trump deu a entender que drogas e democracia são acessórios. O centro da jogada é o petróleo. Celebrar isso é brincar de roleta russa com a nossa autodeterminação. Troque PDVSA por Petrobras e imagine. Bolsonaristas e governadores que sonham com o espólio de Jair festejam bombas esperando bênção eleitoral de Washington. Na oposição, Eduardo Leite mostrou que dá para condenar Maduro e a agressão externa ao mesmo tempo, mas isso não rende voto no bolsonarismo-r...

O imperialismo de Trump

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jamilchade_oficial Por Jamil Chade Numa operação militar cinematográfica, Donald Trump mostrou ao mundo suas ambições, sua visão das relações internacionais e do que ele entende por diplomacia. Em muitos aspectos, a Venezuela se transformou na vitrine do poder dos EUA sob Trump e de seus planos para a América Latina. É a partir de Caracas que o mundo – em choque e em grande parte em silêncio – descobriu como o republicano pretende construir uma nova ordem internacional a partir de seus interesses. Trump atacou a Venezuela ignorando a Constituição dos EUA, o Congresso americano, a Carta das Nações Unidas, a OEA e o direito internacional. E, numa coletiva de imprensa no sábado, desfez suas promessas de campanha de que não colocaria mais os EUA em guerras eternas. Vivemos uma nova era. As estruturas de poder do século 20 foram abolidas, o direito internacional foi suspenso. Para dezenas de países que não contam com bombas atômicas e nem exércitos de peso, o momento é de ameaça. Trump, na ...