Flávio Bolsonaro já foi avisado de novo escândalo que o atingirá além de Vorcaro
Flávio Bolsonaro já foi
avisado de novo
escândalo que o atingirá
além de Vorcaro
Sabendo do que vem por aí, advogados e conselheiros do senador e pré-candidato à Presidência já estão o preparando para um novo caso devastador que deve envolvê-lo em breve
O fantasma da Refit e o rastro da PF
A urgência do conselho se deve aos desdobramentos de uma operação da Polícia Federal realizada na última sexta-feira (15). Com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão contra Cláudio Castro em um inquérito sigiloso que apura fraudes fiscais bilionárias envolvendo a Refit (antiga Refinaria de Manguinhos).
Embora as autoridades mantenham o sigilo formal das investigações, nos corredores do poder fluminense o diagnóstico é unânime: é questão de tempo para que o emaranhado de transações e favorecimentos da refinaria esbarre diretamente no nome de Flávio Bolsonaro.
Para um presidenciável que já se encontra com a blindagem política totalmente perfurada e trincada devido ao caso Vorcaro, a conexão com as franjas do esquema de Castro é vista como o estopim de uma crise de grandes proporções.
De aliado a “tóxico”: o isolamento de Castro
A leitura dentro do próprio Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro é de que o ex-governador se tornou uma figura politicamente a ser isolada. Lideranças partidárias apontam que mantê-lo na vitrine compromete tanto o desempenho das chapas locais quanto o projeto nacional de Flávio.
Condenado pelo TSE à inelegibilidade por oito anos devido ao escândalo das folhas secretas no Ceperj e na Uerj, Castro vinha tentando manter de pé sua pré-candidatura ao Senado. Contudo, após a ação da PF na última sexta-feira, os caciques do PL decidiram puxar o freio de mão: ninguém no partido está disposto a gastar capital político ou financeiro para bancar uma batalha jurídica natimorta contra a Justiça Eleitoral por um aliado cercado por investigações criminais.
O partido já intensificou as discussões internas para encontrar um substituto para a vaga ao Senado no Rio de Janeiro. No entanto, a palavra final cabe unicamente a Flávio Bolsonaro, que hoje se encontra em uma sinuca de bico. Se optar por romper publicamente, ele atende à recomendação dos advogados para tentar mitigar o impacto do que está por vir, mas corre o risco de acelerar o processo de desagregação do seu grupo político no Rio. Por outro lado, se decidir manter o apoio, o parlamentar alimenta a imagem de cumplicidade e se amarra definitivamente ao destino jurídico do ex-governador quando a bomba da Refit estourar.
O clima na pré-campanha é de pura apreensão. Enquanto tenta desviar das piadas sobre os investimentos no filme de seu pai, Flávio Bolsonaro agora se debruça sobre os relatórios de seus advogados, ciente de que o próximo flanco aberto pela Polícia Federal pode inviabilizar de forma mortal as suas pretensões para o Palácio do Planalto.
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