Haddad defende relação "madura" com EUA após queda do tarifaço: "Brasil é grande demais para ser quintal"
Haddad defende relação "madura" com
EUA após queda do tarifaço: "Brasil é
grande demais para ser quintal"
Ministro comentou decisão da Suprema Corte
dos EUA e o anúncio de nova tarifa global
anunciada por Trump
21 de fevereiro de 2026, 07:34 h247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (21) que o Brasil deve fortalecer uma relação equilibrada com os Estados Unidos após
a Suprema Corte estadunidense invalidar as tarifas de 40% impostas anteriormente pelo presidente Donald Trump sobre parte das exportações brasileiras. Segundo o ministro, o país busca consolidar uma parceria baseada em vantagens mútuas e respeito à sua dimensão econômica. As informações são do G1.
Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos EUA entendeu que Donald Trump extrapolou os limites de seus poderes ao aplicar as sobretaxas com base em uma lei de 1977. Com a decisão, deixaram de valer as tarifas de 40% que atingiam 22% das exportações brasileiras. Ainda assim, o presidente dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa global de 10%, que passa a incidir também sobre produtos do Brasil.
Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos EUA entendeu que Donald Trump extrapolou os limites de seus poderes ao aplicar as sobretaxas com base em uma lei de 1977. Com a decisão, deixaram de valer as tarifas de 40% que atingiam 22% das exportações brasileiras. Ainda assim, o presidente dos Estados Unidos anunciou uma nova tarifa global de 10%, que passa a incidir também sobre produtos do Brasil.
Mais cedo, Haddad disse que o Brasil agiu “de forma impecável” enquanto as tarifas estavam em vigor e avaliou que a decisão da Suprema Corte favorece os países afetados pela medida.
Como ficam as tarifas para o Brasil
Com a anulação das sobretaxas de 40%, o cenário tarifário foi reconfigurado. A nova alíquota global de 10%, anunciada por Donald Trump, passa a incidir sobre a maioria dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
O especialista em comércio exterior Jackson Campos explicou que, na prática, permanecem as tarifas regulares já aplicadas a cada item, acrescidas do novo adicional temporário. “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirmou.
Ele ressaltou que aço e alumínio continuam submetidos a alíquotas de 50%, que se somam aos 10% recentemente anunciados.
Impacto sobre exportações brasileiras
A medida anterior previa exceções, que excluíam da sobretaxa itens como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e produtos do setor energético. Com a decisão judicial e a nova tarifa global, a maioria das exportações brasileiras passa a enfrentar a taxa adicional de 10%, redefinindo as condições comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
https://www.brasil247.com/economia/haddad-defende-relacao-madura-com-eua-apos-queda-do-tarifaco-brasil-e-grande-demais-para-ser-quintal
