Estudo da USP destaca fruta brasileira quase esquecida que ajuda a reduzir inflamações
Estudo da USP destaca fruta brasileira quase esquecida que ajuda a reduzir inflamações
Uma fruta nativa da Mata Atlântica, que por muitos anos ficou restrita a pequenos produtores, voltou a chamar a atenção da comunidade científica.
Pesquisas conduzidas por especialistas da Universidade de São Paulo (USP) apontam que o cambuci reúne compostos bioativos com ação antioxidante e anti-inflamatória, capazes de contribuir para a proteção do organismo e para a prevenção de doenças crônicas.
Segundo os pesquisadores, o fruto é rico em polifenóis e ácidos fenólicos, substâncias que ajudam a combater os radicais livres e reduzir o estresse oxidativo, processo associado ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e síndrome metabólica.
O estudo da USP destaca que o consumo de frutas nativas brasileiras, como o cambuci, pode integrar uma alimentação saudável e oferecer benefícios à saúde por causa da elevada concentração de compostos antioxidantes. Os cientistas, no entanto, ressaltam que esses alimentos não substituem tratamentos médicos nem garantem a prevenção de doenças de forma isolada.
Além do potencial anti-inflamatório, o cambuci também é fonte de vitamina C e outros nutrientes importantes para o fortalecimento do sistema imunológico.
Apesar de ser pouco conhecido por boa parte dos brasileiros, o fruto vem conquistando espaço em pesquisas e na gastronomia, sendo utilizado em sucos, geleias, sorvetes, licores e molhos.
Originário da Mata Atlântica, o cambuci já foi amplamente consumido no Sudeste, mas perdeu espaço ao longo das últimas décadas. Agora, com o avanço das pesquisas científicas, a fruta volta a ganhar destaque como um dos alimentos nativos com maior potencial funcional estudados no Brasil.
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