Flávio Bolsonaro carrega um hábito herdado do pai: descartar aliados quando deixam de ser úteis

leosakamoto

Flávio Bolsonaro ainda tenta atrair o centrão em busca de palanques e tempo de rádio e TV. 

Meses atrás, antes dos R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, do apelido “Tariflávio” e do vídeo-bomba de Michelle, talvez conseguisse. 

Agora, além dos escândalos, carrega um hábito herdado do pai: descartar aliados quando deixam de ser úteis.

Enquanto Lula estendeu a mão a Jaques Wagner após ele ser alvo da PF no caso Master, Flávio abandonou Ciro Nogueira, presidente do PP, à beira da estrada. 

Disse que a possibilidade de tê-lo como vice fora apenas um “gesto”, que Ciro não tinha perfil para a vaga e que deveria responder às acusações. 

Pouco depois, vieram a público mensagens e um áudio em que Flávio pedia e recebia R$ 61 milhões de Vorcaro, a quem chamava de “irmão” e prometia lealdade eterna. 

Agora, a PF investiga se o dinheiro bancou o filme Dark Horse ou manteve Eduardo Bolsonaro nos EUA enquanto ele conspirava contra o Brasil.

Flávio esperava lealdade mesmo depois de descartar o aliado, estando no mesmo Master barco que ele, porque os Bolsonaro confundem aliança com submissão e lealdade com via de mão única. 

Se estivesse dez pontos à frente de Lula, haveria fila na porta de sua mansão oferecendo parceria independente do passado.

Mas não está. 

Ao que tudo indica, ficará sem o PP, mas com a PF.

rogeriocorreia_

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