Nikolas Ferreira (PL-MG) usou um jatinho do CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro - Banco Master, jatinho e CPMI: deputado pede quebra de sigilo de Nikolas Rogério Correia afirma que uso de avião de Daniel Vorcaro cobra investigação sobre ligação entre banco, igreja e campanha de 2022

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou um jatinho do CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, participar de uma caravana de campanha em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022. 

As informações são da coluna de Malu Gaspar, em O Globo.


O jato teria sido usado em viagens por ao menos nove estados e pelo Distrito Federal ao longo de cerca de dez dias, nos deslocamentos da caravana Juventude pelo Brasil, liderada por Nikolas e o pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha.


Por Cleber Lourenço

A revelação de que o deputado Nikolas Ferreira utilizou o jatinho do empresário Daniel Vorcaro durante a campanha de 2022 abriu uma nova frente de tensão na CPMI do INSS. O controlador do Banco Master está no centro das suspeitas envolvendo fraudes em consignados de aposentados investigadas pela comissão.

O deputado Rogério Correia apresentou requerimentos pedindo a convocação de Nikolas Ferreira e do pastor Guilherme Batista, além da quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático de ambos. Para ele, o elo político precisa ser investigado.

“Desde o início da CPMI eu venho chamando a atenção para triangulação de lavagem de dinheiro do Banco Master, que roubou o dinheiro dos aposentados através do crédito consignado”, afirmou.

Nikolas Ferreira jatinho de Daniel Vorcaro

Segundo o parlamentar, os recursos teriam sido movimentados por meio da Clava Forte, ligada à Igreja da Lagoinha. “Fazendo lavagem no banco Clava Forte da Igreja Lagoinha. Lá estão envolvidos Vorcaro, pastor Zettel, que também deu 5 milhões para a campanha de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Dinheiro, portanto, sujo do Banco Master”, declarou.

A fala ocorre em meio à disputa aberta dentro da comissão. Parlamentares da base governista acusam o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, de ter conduzido votação de forma irregular em sessão marcada por tumulto e troca de acusações. Viana nega qualquer fraude.

Correia também relaciona o embate interno à resistência em pautar requerimentos. “Nikolas é da mesma igreja do presidente [Carlos] Viana, da CPMI. Por isso, ele preferiu fraudar o resultado de uma votação, criar tumulto e até pancadaria na CPMI para não expor esse escândalo do Banco Master com a Igreja da Lagoinha”, disse.

A notícia sobre o uso do jatinho de Vorcaro por Nikolas adiciona um elemento político à investigação. Embora o uso de aeronave em campanha não configure, por si só, irregularidade, o foco da oposição é o vínculo entre o parlamentar e o controlador de um banco sob suspeita.

O deputado afirma que a comissão precisa avançar nas quebras de sigilo. “Agora eu estou pedindo a quebra de sigilo de Nikolas, deste pastor Guilherme Batista, como já pedi, e o presidente tem se negado a colocar a quebra de sigilo e convocação do pastor Zettel e da Clava Forte, além do pastor Valadão”, declarou.

Ele vai além e questiona o financiamento eleitoral. “Vamos colocar em pratos limpos o que foi essa campanha milionária feita pelo Banco Master em favor de Bolsonaro? Está provado o bolso master”, concluiu.

A oposição sustenta que há indícios de articulação envolvendo recursos do Banco Master, lideranças religiosas e campanhas eleitorais em 2022. Já aliados de Nikolas afirmam que qualquer deslocamento realizado durante a campanha foi declarado conforme a legislação eleitoral.

Até o momento, os requerimentos de quebra de sigilo e convocação não foram pautados para votação. A disputa sobre a condução dos trabalhos da CPMI deve se intensificar nos próximos dias com mais essa revelação.

https://iclnoticias.com.br/banco-master-jatinho-e-cpmi-deputado-pede-quebra-de-sigilo-de-nikolas/

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