Abin monitorou pandemia além da saúde e apontou atuação da extrema direita
Relatórios reservados previram impacto no crime, tensões sociais e uso de vigilância 24/04/2026 | 05h00 Por Cleber Lourenço A análise de 11 relatórios de inteligência produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre janeiro e maio de 2020 mostra que o órgão monitorou a pandemia de covid-19 muito além da dimensão sanitária. Os documentos, classificados como reservados à época, indicam que a agência acompanhou riscos relacionados ao abastecimento de insumos médicos, tensões sociais, uso de tecnologias de vigilância, movimentações de grupos extremistas de direita e impactos no crime organizado. Os relatórios também revelam que parte desses cenários foi identificada antes de se consolidar no Brasil, incluindo o risco de desabastecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), reorganização de rotas do tráfico e a possibilidade de conflitos sociais em regiões vulneráveis. Alerta precoce e incerteza sobre o vírus Um dos primeiros doc...