China proibiu aulas particulares para tentar reduzir a desigualdade educacional?
China proibiu aulas particulares para tentar reduzir a desigualdade educacional?
A China adotou, a partir de 2021, uma das medidas educacionais mais rígidas do mundo ao praticamente proibir as aulas particulares com fins lucrativos em disciplinas do currículo escolar.
A decisão fez parte de uma ampla reforma conhecida como política da “Dupla Redução”.
A iniciativa chamou a atenção internacional e levantou uma pergunta importante: o objetivo era realmente reduzir a desigualdade educacional no país?
O que mudou com a nova política
A política determinou que empresas privadas não poderiam mais lucrar oferecendo aulas extras de matérias como matemática, língua chinesa, inglês e ciências para alunos do ensino básico.
Essas instituições também passaram a enfrentar fortes restrições de horário, ficando proibidas de funcionar aos fins de semana, feriados e durante as férias escolares.
Os objetivos do governo chinês
De acordo com o governo da China, a medida teve três principais objetivos:
- Reduzir a pressão excessiva sobre crianças e adolescentes;
- Diminuir os altos gastos das famílias com educação complementar;
- Tentar reduzir desigualdades educacionais entre alunos de diferentes classes sociais.
Outro ponto citado foi a preocupação com a queda da taxa de natalidade, já que o alto custo da educação desestimula muitas famílias a terem filhos.
A desigualdade educacional diminuiu?
Na prática, a desigualdade educacional não foi eliminada. Apesar da forte redução das aulas particulares formais, muitas famílias com maior poder aquisitivo passaram a buscar alternativas, como tutores individuais e aulas informais.
Especialistas apontam que o sistema educacional chinês continua altamente competitivo, especialmente por causa dos exames nacionais que determinam o acesso às melhores escolas e universidades.
Resumo: a mudança está dando certo?
A política conseguiu reduzir o mercado de aulas particulares lucrativas e aliviar parte da pressão financeira sobre algumas famílias. No entanto, a desigualdade educacional não foi totalmente resolvida.
Em resumo: a proibição ajudou a conter excessos, mas ainda não é suficiente para acabar com as desigualdades educacionais na China.
